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Ibovespa abre outubro sem viés claro com eleição no horizonte

Ibovespa abre outubro sem viés claro com eleição no horizonte

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO, 1 Out (Reuters) – O Ibovespa mostrava indefinição nesta quinta-feira, em meio à expectativa para o primeiro turno das eleições no Brasil e viés negativo em Wall Street, enquanto Petrobras fornecia um suporte positivo.

Por volta de 11h10, o índice de referência do mercado acionário brasileiro mostrava estabilidade, a 186.345,34 pontos.

Pesquisas eleitorais continuam mostrando uma disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). O primeiro turno está marcado para domingo, mas é alta probabilidade de que a eleição seja definida apenas no segundo turno, no final de outubro.

Na visão do analista de renda variável Gabriel Mota, da Manchester Investimentos, os investidores vão esperar para se posicionarem mais forte depois do primeiro turno, que será um termômetro para o segundo turno.

“Se for um primeiro turno acirrado, com uma diferença de 2 ou 3 pontos percentuais entre os candidatos, com o Lula terminando à frente, a expectativa é que o Flávio consiga reverter essa diferença no segundo turno. Já uma diferença de 6 pontos percentuais seria muito difícil uma reversão”, afirmou.

Antes, nesta quinta-feira, nova pesquisa Datafolha deve ocupar as atenções no começo da noite, que ainda reserva debate entre os candidatos a presidente na TV Globo, embora sem a presença de Lula, que participará do podcast Flow.

De acordo com o analista de investimentos Gabriel Mollo, da Daycoval Corretora, para os mercados, o principal ponto de atenção permanece sendo a percepção sobre a condução fiscal a partir de 2027.

Mota afirmou que outubro será um mês com o radar totalmente voltado para as eleições do ponto de vista local, mas não se pode esquecer do cenário externo, principalmente dos juros nos Estados Unidos, do estresse com uma possível inflação mais resiliente, uma inflação maior no mundo todo ocasionada por conta da guerra do Irã.

“Se tivermos uma puxada de juros nos Estados Unidos, isso reduz o apetite no mundo como um todo.”

No exterior, o mês começava com o norte-americano S&P 500 em queda de 0,14% e o rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos Estados Unidos a 5,321%, de 5,283% na véspera.

DESTAQUES

• VALE ON recuava1,43%, em linha com o movimento de mineradoras no exterior, sem a referência do mercado na China por feriado naquele país. No setor, CSN MINERAÇÃO ON caía 1,2% e USIMINAS PNA recuava 1%, enquanto CSN ON avançava 0,35% e GERDAU PN registrava declínio de 0,04%.

• PETROBRAS PN subia 0,88% e PETROBRAS ON avançava 0,78%, endossadas pela alta dos preços do petróleo no mercado internacional. A estatal também aumentou o preço de venda de querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras a partir desta quinta-feira, conforme dados divulgados pela companhia para as principais bases de distribuição do país.

• ITAÚ UNIBANCO PN recuava 0,24%, em dia de acomodação após desempenho robusto do setor na véspera. BRADESCO PN perdia 0,11%, BANCO DO BRASIL ON cedia 0,26% e SANTANDER BRASIL UNIT caía 2,89%.

• NUBANK, que é listada em Nova York, subia 3%, após afirmar que não está buscando uma transação com a fintech britânica Monzo, dias depois de reportagens na imprensa afirmarem que o maior banco digital da América Latina estava negociando uma potencial aquisição da empresa do Reino Unido.

• AZZAS 2154 ON disparava 8%, em meio a expectativas envolvendo uma alternativa para sua unidade FARM Rio. Na véspera, o jornal Valor Econômico publicou que as negociações em torno da venda da Farm envolvem 15 propostas não legalmente vinculativas já formalizadas para representantes da companhia até o momento e as partes envolvidas têm que entregar em outubro uma proposta vinculante pelo ativo.

• BRASKEM PNA, que não está no Ibovespa, recuava 6,13%, devolvendo parte da alta de quase 14% na véspera, enquanto investidores seguem acompanhando as negociações da petroquímica com credores.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

 

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