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Haddad diz que se reunirá com Lula para apresentar medidas estruturais que podem ser anunciadas nesta terça

Homem de terno e gravata falando em um evento, segurando um microfone com fundo de painél de madeira, em uma apresentação ou discurso

BRASÍLIA (Reuters) – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que se reunirá na tarde desta terça-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para apresentar medidas estruturais na área fiscal que classificou como soluções duradouras para as contas públicas.

“O plano de voo está bom, acredito que até superior ao que fizemos no ano passado, um alcance ainda maior do que fizemos no ano passado”, disse em entrevista a jornalistas.

Haddad afirmou que as medidas encontram respaldo dos comandos da Câmara dos Deputados e do Senado, ressaltando que a decisão sobre o tema deve ser levada a público “em algumas horas”.

“Antes mesmo da remessa das medidas, já está havendo um acolhimento dos presidentes (do Legislativo), agora vamos conversar com as bancadas (partidárias)”, disse.

Segundo ele, na reunião com Lula serão levados apenas pequenos detalhes a serem arbitrados, por haver concordância entre membros do governo e a cúpula do Congresso sobre a maior parte dos temas.

De acordo com o ministro, o pacote envolve ao menos uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e um projeto de lei “relativamente amplo”, além de uma possível medida provisória para ajustar temas que precisam entrar em vigor imediatamente.

Na entrevista, Haddad afirmou que as medidas fiscais a serem apresentadas não envolvem sugestões dadas pelo Ministério de Minas e Energia porque o Congresso já debate um projeto enviado pela pasta, ressaltando que parte das sugestões do órgão já estão na conta da equipe econômica para alcançar as metas fiscais.

O governo anunciou no fim de maio uma elevação de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre uma série de operações cambiais, de crédito e de previdência privada. A medida gerou forte reação política, foi parcialmente revertida, mas ainda enfrenta resistência, o que levou a equipe econômica a analisar ações alternativas.

 

(Por Bernardo Caram, reportagem adicional de Eduardo Simões)

 

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