thomson reuters

BLOG | REVISTA DOS TRIBUNAIS

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

BC do Japão debateu riscos crescentes de alta dos preços mesmo após alta de juros em junho, mostra ata

Por Leika Kihara

TÓQUIO, 5 Ago (Reuters) – As autoridades do Banco do Japão debateram os crescentes riscos de alta dos preços, que provavelmente exigiriam mais aumentos na taxa de juros, mesmo tendo elevado os custos dos empréstimos ao maior nível em 31 anos em junho, segundo a ata da reunião divulgada nesta quarta-feira, destacando o foco cada vez maior do banco central na inflação generalizada.

Alguns membros da diretoria afirmaram que a inflação ao consumidor provavelmente receberá um impulso significativo no segundo semestre do atual ano fiscal, já que as empresas planejam aumentos de preços para uma ampla gama de produtos, segundo a ata da reunião de junho.

“Mesmo que o conflito no Oriente Médio termine e os preços do petróleo bruto caiam, a pressão inflacionária permanecerá, dados os altos custos de transporte e armazenamento associados à aquisição de fontes alternativas de abastecimento”, afirmou um membro, segundo a ata.

O Banco do Japão elevou a taxa de juros para 1%, o maior nível em 31 anos, na reunião de junho, uma vez que os custos crescentes dos combustíveis decorrentes do conflito no Oriente Médio se somaram às crescentes pressões inflacionárias devido ao iene fraco e ao mercado de trabalho apertado.

A ata também revelou que dois membros defenderam aumentos mais rápidos dos juros para aproximar a taxa de política monetária do Banco do Japão dos níveis considerados neutros para a economia.

O debate destaca a crescente atenção dentro da diretoria às pressões generalizadas sobre os preços, o que reforça os argumentos a favor de outro aumento dos juros já em setembro.

Os preços no atacado aceleraram em junho no ritmo mais rápido em mais de três anos, com o índice de preços ao produtor subindo 7,1%. Analistas preveem que tais pressões sobre os preços elevem o núcleo da inflação ao consumidor, que permaneceu abaixo da meta de 2% em junho em grande parte devido ao efeito dos subsídios governamentais.

A maioria dos membros afirmou que o repasse dos preços elevados do petróleo avançou em um ritmo relativamente rápido nas transações entre empresas, o que poderia se espalhar para os preços ao consumidor em uma ampla gama de itens, segundo a ata.

“Dada essa situação e o fato de as empresas terem se tornado mais ativas no aumento dos preços, devemos nos preocupar mais com o risco de a inflação acelerar ainda mais”, afirmaram, segundo a ata.

Alguns membros também afirmaram que havia um risco crescente de que mais empresas comecem a repassar não apenas os custos crescentes dos combustíveis, mas também os custos de mão de obra e transporte, aumentando assim a pressão para alta sobre a inflação ao consumidor, segundo a ata.

Em uma reunião subsequente, em julho, o Banco do Japão manteve a taxa de juros, mas afirmou que as futuras discussões sobre a política monetária se concentrarão nos riscos de alta dos preços, sinalizando a possibilidade de um aumento já em setembro.

(Reportagem de Leika Kihara)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas

Post Relacionado

Colheita de café de cooperados da Cooxupé atinge 67,3%

SÃO PAULO, 5 Ago (Reuters) – A colheita de café nas áreas de atuação da Cooxupé, maior cooperativa de cafeicultores do Brasil, atingiu 67,3% do total, mantendo o menor ritmo desde 2018 em um ano em que produtores estão lidando com chuvas atípicas para realizar os trabalhos, informou a organização

Produção industrial no Brasil recua 1,8% em junho, diz IBGE

4 Ago (Reuters) – A produção industrial brasileira teve queda de 1,8% em junho na comparação com o mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção subiu 1,7%. As expectativas em pesquisa da Reuters

Revista dos Tribunais é FINALISTA do Prêmio Jabuti Acadêmico 2026

Revista dos Tribunais é FINALISTA do Prêmio Jabuti Acadêmico 2026

Uma das mais tradicionais editoras jurídicas do país, a Revista dos Tribunais marca presença na terceira edição do Prêmio Jabuti Acadêmico 2026 com a obra “Mudanças Climáticas e Respostas Jurídicas“, de Ana Maria de Oliveira Nusdeo, concorrendo na categoria “Direito” da premiação. O prêmio reconhece a excelência da produção científica,

REVISTA DOS TRIBUNAIS
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.