FRANKFURT, 22 Set (Reuters) – A transformação industrial da China está tirando espaço das empresas europeias nos mercados globais, especialmente nos setores de maquinário e equipamentos de transporte, e as empresas alemãs estão sofrendo alguns dos maiores impactos, afirmou o Banco Central Europeu nesta terça-feira.
A China vem expandindo sua presença global nos últimos anos, concentrando grande parte de seus esforços na produção de bens de alto valor agregado e de tecnologia, conquistando alguns dos mercados mais consolidados das empresas europeias que dependem das exportações.
“A participação da UE nas exportações globais de bens diminuiu, especialmente em setores e destinos onde a China fortaleceu sua presença global, notadamente em máquinas e equipamentos de transporte”, afirmou o BCE em um artigo do seu boletim econômico.
Entre os maiores países da UE, a Alemanha apresenta a maior semelhança nas exportações com a China, enquanto a Itália apresenta a menor, segundo o estudo. Países menores, como a Irlanda ou a Grécia, estavam entre os menos expostos.
“Isso aponta para uma intensificação da concorrência em setores que têm sido os principais motores de crescimento em algumas economias europeias nas últimas décadas, incluindo a produção automotiva e a maquinaria industrial”, acrescentou o BCE.
Além de excluir as empresas europeias dos mercados de países terceiros, a China também está importando menos produtos da Europa à medida que sua produção interna ganha força.
“A queda é mais acentuada nas economias integradas às cadeias de valor europeias dos setores manufatureiro e automotivo, incluindo a Alemanha e várias economias da Europa Central”, acrescentou o BCE.
(Reportagem de Balazs Koranyi)
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