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Prova da OAB: Vade Mecum grifado, pode ou não?

Prova da OAB: vade mecum grifado, pode ou não?

Quem está se preparando para o Exame da OAB rapidamente percebe que o desafio vai além do conteúdo jurídico. Existe uma dimensão prática que, muitas vezes, gera insegurança: entender exatamente o que é permitido no dia da prova especialmente quando falamos do uso do Vade Mecum grifado.

Essa dúvida é mais comum do que parece e, em muitos casos, negligenciada. O candidato se dedica ao estudo das disciplinas, à resolução de questões e ao treino de peças, mas deixa de lado um ponto que pode impactar diretamente seu desempenho: o uso correto do material de consulta.

E aqui está o ponto-chave. A 2ª fase da OAB não foi pensada para testar memorização, mas sim a capacidade de raciocínio jurídico. Ela simula, dentro do possível, a prática da advocacia uma atividade em que consultar a legislação é essencial. Por isso, o edital permite o uso da lei. Ao mesmo tempo, impõe limites para garantir que o candidato não leve respostas prontas.

É nesse equilíbrio que o vade mecum grifado se transforma em aliado ou em risco.

O VADE MECUM GRIFADO COMO FERRAMENTA DE DESEMPENHO

Na prática, ter um Vade Mecum Grifado bem organizado faz toda a diferença. Em uma prova com tempo reduzido, localizar rapidamente um artigo pode economizar minutos preciosos e isso impacta diretamente a qualidade da resposta.

O uso de marca-texto, sublinhados e remissões simples é permitido justamente porque essas intervenções não substituem o raciocínio jurídico. Elas organizam a leitura, facilitam a navegação e refletem algo que já acontece no dia a dia da profissão.

Afinal, nenhum advogado trabalha com um código completamente “limpo”. Destacar dispositivos relevantes e criar conexões entre normas faz parte da forma como o Direito é pensado na prática. O problema não está em grifar. Está em ultrapassar o limite da organização.

QUANDO A ORGANIZAÇÃO VIRA IRREGULARIDADE

Esse é o ponto mais sensível e onde muitos candidatos acabam errando. Na tentativa de facilitar a prova, começam a inserir anotações que vão além do texto legal.

Pequenos comentários ao lado dos artigos, indicações de uso (“cabe contestação”, “usar em recurso”), esquemas resumidos ou estruturas básicas de peças parecem estratégias inteligentes durante o estudo. No entanto, no contexto da OAB, essas intervenções podem ser interpretadas como conteúdo explicativo.

E o critério é bastante objetivo: o Vade Mecum grifado pode ajudar você a encontrar a norma, mas não pode ajudar você a resolver a questão.

Essa distinção precisa orientar toda a preparação. Remissões continuam sendo úteis e permitidas desde que não tragam qualquer explicação adicional. Marcações também são válidas, desde que não revelem um caminho de resposta.

Existe, ainda, um fator que costuma ser subestimado: o excesso. Um material com grifos demais, cores em excesso e marcações indiscriminadas pode acabar dificultando e não ajudando na prova. O olhar se perde, a leitura fica confusa e o tempo, que deveria ser otimizado, acaba desperdiçado. Organizar bem é, antes de tudo, saber selecionar.

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MAIS DO QUE A PROVA: UMA QUESTÃO DE SEGURANÇA JURÍDICA

Compreender essas regras não é apenas uma exigência do edital. É também um primeiro contato prático com a ideia de segurança jurídica.

Ao limitar o tipo de material permitido, a OAB busca garantir igualdade entre os candidatos e assegurar que a avaliação seja baseada na capacidade individual. Mas, além disso, reforça algo essencial para a atuação profissional: a responsabilidade no uso da informação jurídica.

Na prática da advocacia, trabalhar com segurança jurídica significa interpretar corretamente a legislação, manter-se atualizado e evitar atalhos que possam comprometer a qualidade técnica da atuação.

E essa construção começa antes mesmo da carteira da OAB começa na forma como o candidato se relaciona com a lei durante a preparação.

ATUALIZAÇÃO: O DETALHE QUE MUDA TUDO

Outro ponto que merece atenção especial é a atualização do material. Utilizar um código desatualizado pode comprometer toda a estrutura de uma resposta, especialmente em um cenário em que alterações legislativas são frequentes.

Mais do que evitar erros, trabalhar com um material atualizado contribui para uma compreensão mais realista do ordenamento jurídico. Isso se reflete não apenas na prova, mas também na formação profissional.

É justamente nesse aspecto que a qualidade editorial faz diferença. Bons materiais não apenas reúnem a legislação vigente, mas também organizam o conteúdo de forma estratégica, facilitando a consulta e tornando o estudo mais eficiente.

UMA REFERÊNCIA PRÁTICA PARA ESTUDANTES E PROFISSIONAIS

Dentro desse contexto, vale destacar uma obra que dialoga diretamente com essa necessidade de organização, atualização e uso estratégico da legislação: o Vade Mecum RT 2026 OAB – 25ª edição, publicado pela Revista dos Tribunais (2026). A obra reúne a legislação mais relevante atualizada até o início de 2026, com mudanças legislativas destacadas e múltiplos índices de pesquisa, o que facilita significativamente a localização rápida de normas um diferencial importante tanto na prova quanto na prática cotidiana.

Além disso, sua estrutura foi pensada para atender às exigências do Exame da OAB, com remissões organizadas e critérios objetivos que ajudam o candidato a compreender o sistema jurídico de forma integrada, sem recorrer a conteúdos explicativos indevidos.

Essa característica torna o material especialmente relevante não apenas para quem está prestando o exame, mas também para quem está começando a desenvolver autonomia no manejo da legislação.

CONCLUSÃO: USAR BEM A LEI É O PRIMEIRO PASSO DA PRÁTICA JURÍDICA

Entender o que pode e o que não pode na prova da OAB especialmente no uso do Vade Mecum grifado vai muito além de cumprir uma formalidade. Trata-se de aprender, desde cedo, a lidar com a principal ferramenta do Direito: a lei.

A prova exige raciocínio, organização e estratégia. E o material de consulta, quando bem utilizado, potencializa tudo isso. Quando mal utilizado, pode se transformar em um obstáculo.

No fim das contas, a preparação para a OAB também é uma preparação para a carreira. Desenvolver o hábito de trabalhar com materiais confiáveis, atualizados e organizados não apenas aumenta as chances de aprovação, mas constrói uma base sólida para a atuação profissional.

E, nesse caminho, contar com referências editoriais consistentes — como aquelas oferecidas pela Revista dos Tribunais é um diferencial que acompanha o estudante muito além do dia da prova.

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