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União Brasil e PP exigem que correligionários deixem cargos no governo federal

Vista do Palácio do Planalto em Brasília, Brasil, com o céu claro ao fundo e a arquitetura moderna e imponente do edifício

BRASÍLIA (Reuters) – Os partidos União Brasil e PP, que formam uma federação, determinaram nesta terça-feira que correligionários renunciem a seus cargos no governo federal.

Com representantes no comando dos ministérios do Esporte — André Fufuca (PP)– e do Turismo — Celso Sabino (União Brasil) –, os dois partidos alertam que o não cumprimento da determinação pode resultar na adoção de punições disciplinares.

“Informamos a todos os detentores de mandato que devem renunciar a qualquer função que ocupem no governo federal”, diz a federação em nota assinada pelos presidentes dos dois partidos, Antonio Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (PP).

“Se a permanência persistir, serão adotadas as punições disciplinares previstas no Estatuto”, segue a nota, acrescentando que a decisão “representa um gesto de clareza e de coerência. É isso que o povo brasileiro e os eleitores exigem de seus representantes”.

Apesar de estarem à frente de ministérios no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os dois partidos têm figuras claramente de oposição a Lula, como Ciro Nogueira (PI), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), que lançou pré-candidatura à Presidência.

O anúncio da saída forçada dos ministros do governo ocorre no mesmo dia em que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deu início ao julgamento do núcleo principal de grupo acusado de tentativa de golpe de Estado, que tem entre os réus o ex-presidente Jair Bolsonaro.

 

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

 

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