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FMI diz que projeções econômicas de julho vão considerar acordos comerciais e incertezas

Homem de terno caminhando ao lado da logo da Organização das Nações Unidas (ONU) em um edifício internacional, simbolizando a diplomacia e cooperação global.

WASHINGTON (Reuters) – O Fundo Monetário Internacional (FMI) disse nesta quinta-feira que sua próxima previsão do crescimento global, em julho, levará em conta os desenvolvimentos positivos e negativos no comércio, mas se recusou a prever um rebaixamento do Produto Interno Bruto (PIB) motivado por tarifas, semelhante ao divulgado pelo Banco Mundial nesta semana.

A porta-voz do FMI, Julie Kozack, disse que desde a mais recente publicação do relatório Perspectiva Econômica Global, em abril, houve alguns acontecimentos positivos que podem apoiar a melhoria da atividade econômica, incluindo uma grande redução de tarifas entre Estados Unidos e China e um acordo comercial inicial entre EUA e Reino Unido.

“Portanto, em conjunto, esses anúncios, combinados com a pausa de 9 de abril no alto nível de tarifas, podem apoiar a atividade em relação à previsão que fizemos em abril”, disse Kozack em uma coletiva de imprensa regular do FMI.

O FMI também levará em consideração as tarifas adicionais impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, ao aço e ao alumínio, disse ela. Essas tarifas já atingiram 50% para todos os exportadores.

Na terça-feira, o Banco Mundial cortou sua previsão de crescimento global para 2025 em quatro décimos de ponto percentual em relação à previsão de janeiro, para 2,3%, dizendo que tarifas mais altas e maior incerteza representam um “impacto significativo” para quase todas as economias.

O banco de desenvolvimento cortou as previsões para quase 70% das economias — incluindo EUA, China e Europa — mas a projeção anterior veio antes de Trump assumir o cargo e impor tarifas a quase todos os parceiros comerciais.

O forte corte na previsão do FMI em abril levou em consideração o ataque tarifário inicial de Trump, reduzindo a perspectiva de crescimento global para 2025 em meio ponto percentual em relação à previsão de janeiro, para 2,8%, com um declínio mais lento na inflação.

Kozack disse que a próxima atualização do Panorama Econômico Mundial do FMI será divulgada no final de julho, mas não forneceu uma data específica.

A pausa tarifária “recíproca” de Trump está atualmente programada para expirar em 8 de julho, com muitos países buscando negociar acordos de redução tarifária antes disso. E Trump afirmou que poderia haver prorrogações desse prazo para países envolvidos em negociações de boa-fé com os EUA.

Kozack afirmou que os indicadores de atividade mais recentes refletem “um cenário econômico complexo”, com a antecipação de atividades no primeiro trimestre para evitar tarifas, enquanto houve algum desvio de comércio e uma retração na atividade de importação no segundo trimestre. Também pode haver mais acordos comerciais ou outros desenvolvimentos a serem considerados.

“Então, tudo isso cria um cenário meio complicado para nós, com algum risco de alta, alguns outros desenvolvimentos, e levaremos todos esses desenvolvimentos em consideração ao atualizar nossa previsão”, disse Kozack.

(Reportagem de David Lawder e Karin Strohecker)

 

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