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Dólar sobe pela terceira sessão seguida no Brasil, para R$5,1811

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 8 Jun (Reuters) – O dólar encerrou a segunda-feira em alta no Brasil, pela terceira sessão consecutiva, em um dia em que o noticiário sobre a guerra no Oriente Médio esteve novamente no centro das atenções.

A moeda norte-americana à vista fechou com alta de 0,50%, aos R$5,1811, maior cotação desde 30 de março, quando atingiu R$5,2461. No ano, o dólar passou a acumular baixa de 5,61%.

Às 17h02, o dólar futuro para julho — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — subia 0,20% na B3, aos R$5,2105.

No Oriente Médio, enquanto Israel atingiu uma usina petroquímica no sudoeste iraniano e alvos em outras localidades, o Irã atacou com mísseis uma instalação na cidade israelense de Haifa.

Posteriormente, os dois países anunciaram uma suspensão dos ataques após um apelo do presidente dos EUA, Donald Trump, para que parassem imediatamente com os disparos. No entanto, Teerã afirmou que retomará os ataques caso Israel siga atingindo o Hezbollah, seu aliado, no Líbano.

Neste cenário, o dólar alternou altas e baixas ante o real em diferentes momentos da sessão. Após marcar a cotação mínima de R$5,1316 às 9h37, a moeda à vista atingiu a máxima de R$5,1964 (+0,79%) às 11h17.

O avanço do dólar ante o real, que prevaleceu durante a tarde, esteve em sintonia com a alta da moeda norte-americana ante o peso chileno e a rupia indiana. Por outro lado, o dólar sustentou baixas ante o rand sul-africano e o peso mexicano.

Às 17h13, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes — caía 0,07%, a 100,010.

No boletim Focus divulgado mais cedo pelo Banco Central, a projeção mediana dos economistas do mercado para o dólar no fim deste ano no Brasil passou de R$5,16 para R$5,15. Já a taxa básica Selic projetada para 2026 passou de 13,25% para 13,50%, enquanto a expectativa para o fim de 2027 foi de 11,25% para 11,50%.

Atualmente a Selic está em 14,50% ao ano, bem acima das taxas praticadas em países como EUA e Japão, e este diferencial de juros vinha sendo apontado nos últimos meses como um fator favorável à atração de dólares para o Brasil.

No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de julho.

(Edição de Isabel Versiani)

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