(Corrige informação no fim do texto para indicar que o leilão de swap para rolagem ocorrerá no dia 19, segunda-feira (e não nesta quinta-feira)
Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO, 15 Out (Reuters) – O dólar iniciou esta quinta-feira em alta ante o real após uma nova pesquisa da Quaest mostrar o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tecnicamente empatados na disputa pelo Planalto, enquanto no exterior a moeda norte-americana cedia ante boa parte das demais divisas.
Às 9h35, o dólar à vista subia 0,33%, a R$5,0465 na venda.
O dólar futuro para novembro — atualmente o mais líquido no mercado brasileiro — cedia 0,07%, aos R$5,0605.
A pesquisa Quaest divulgada na noite de quarta-feira mostrou Flávio com 46% das intenções de voto no segundo turno, contra 44% de Lula. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, os candidatos estão tecnicamente empatados. Os indecisos são 1%, enquanto 9% disseram que votarão em branco, nulo ou que não votarão.
A pesquisa revelou também que Flávio é rejeitado por 54% dos eleitores e Lula por 53%.
O cenário de empate técnico entre os candidatos, já identificado pela pesquisa BTG/Nexus na terça-feira, voltava a impulsionar o dólar e as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) nesta manhã.
No mercado, boa parte dos agentes considera que, com Flávio no Planalto, cresceriam as chances de um maior controle das contas públicas — ainda que o candidato e seus porta-vozes econômicos não tenham apresentado até o momento propostas concretas de ajuste.
Assim, notícias vistas como não tão favoráveis a Flávio — como o empate técnico com Lula — tendem a dar força à moeda norte-americana.
Também na noite de quarta-feira, o Senado aprovou o fim da escala de trabalho 6×1 e a redução da jornada de trabalho semanal, em uma vitória para o governo Lula em um dos principais temas da campanha eleitoral.
Em função da repercussão pública, Flávio não discursou sobre o assunto durante os debates no Senado e também votou pelo fim da escala. Na terça-feira, o senador defendeu que o governo pague uma compensação às empresas, mas não abordou os eventuais impactos fiscais disso.
O avanço das cotações no Brasil nesta quinta-feira ocorre a despeito de no exterior o dólar estar em baixa ante divisas como o euro, a libra e o iene.
Às 9h30, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes — caía 0,04%, a 102,150.
O Banco Central informou na noite de quarta-feira que realizará um leilão de rolagem de swap cambial, com oferta de 75.000 contratos para 3 de novembro, na próxima segunda-feira, dia 19.
(Edição de Isabel Versiani e Eduardo Simões)
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