thomson reuters

BLOG | REVISTA DOS TRIBUNAIS

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Dólar recua com perspectiva sobre juros nos EUA e tarifas de Trump em foco

Notas de dinheiro em dólares americanos ao lado de uma planilha de transações financeiras, numa mesa de escritório com fita isolante e computador ao fundo.

Por Fernando Cardoso

SÃO PAULO (Reuters) -O dólar à vista recuava ante o real nesta segunda-feira, ampliando as fortes perdas da sessão anterior, conforme os mercados globais seguem ponderando sobre a perspectiva de juros mais baixos nos Estados Unidos, enquanto investidores nacionais monitoram o impasse comercial entre Brasil e EUA.

Às 9h46, o dólar à vista caía 0,34%, a R$5,5262 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha baixa de 0,29%, a R$5,563 na venda.

Os movimentos do real nesta sessão tinham como pano de fundo a baixa volatilidade da moeda norte-americana no exterior, o que consolidava os ganhos que a maioria das divisas teve frente ao dólar na sexta-feira, depois que os EUA apresentaram dados fracos para seu mercado de trabalho.

Os números abaixo do esperado para a criação de empregos em julho e as revisões acentuadas para os dois meses anteriores fomentaram as apostas de operadores de que o Federal Reserve poderá cortar a taxa de juros já em seu próximo encontro, em setembro.

No momento, os operadores precificam 93% de chance de os membros do Fed reduzirem os juros em 0,25 ponto percentual no próximo mês, segundo dados da LSEG.

“O relatório de julho transmitiu uma mensagem dupla: criação de empregos mais fraca do que o esperado no mês, junto de revisões significativas para baixo. Dada a ênfase de Powell (chair do Fed) nos desenvolvimentos do mercado de trabalho, essa divulgação fortalece o argumento a favor de um corte de juros em setembro”, disseram analistas do BTG em relatório.

Juros mais baixos nos EUA tendem a derrubar os rendimentos dos Treasuries, o que, em consequência, pressiona o dólar nos mercados globais. No Brasil, após a divisa norte-americana fechar a sexta-feira em baixa de 0,98%, a R$5,5453, a perspectiva para a taxa de juros do Fed continuava favorecendo o real.

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,02%, a 98,637.

Por outro lado, o mercado nacional continua cauteloso diante das tensões comerciais recentes entre Brasil e EUA, depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, impôs na última quarta-feira uma tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros, mesmo que excluindo uma série de setores da taxação.

A expectativa agora é por uma conversa entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, nesta semana, o que poderia permitir em outro momento uma ligação entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao longo desta semana, outros fatores também podem impactar as negociações no mercado cambial.

Já nesta segunda-feira, o Ministério do Trabalho e Emprego divulgará os dados do Caged de junho, às 14h30. Na terça, o Banco Central publicará pela manhã a ata de sua reunião da semana passada, quando manteve a taxa Selic no patamar de 15%.

Mais cedo, especialistas consultados pelo Banco Central em sua pesquisa Focus reduziram pela 10ª semana seguida a perspectiva para a inflação neste ano. O levantamento apontou que a expectativa para a alta do IPCA neste ano caiu em 0,02 ponto percentual, indo a 5,07%.

(Edição de Pedro Fonseca e Camila Moreira)

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas

Post Relacionado

Prova da OAB: vade mecum grifado, pode ou não?

Prova da OAB: Vade Mecum grifado, pode ou não?

Quem está se preparando para o Exame da OAB rapidamente percebe que o desafio vai além do conteúdo jurídico. Existe uma dimensão prática que, muitas vezes, gera insegurança: entender exatamente o que é permitido no dia da prova especialmente quando falamos do uso do Vade Mecum grifado. Essa dúvida é

HSBC Brasil quer chegar a top 10 do banco no mundo, diz CEO

SÃO PAULO, 17 Jun (Reuters) – O HSBC Brasil aposta no ritmo recente de crescimento de suas receitas para ganhar relevância no resultado global do grupo, afirmou o presidente-executivo da instituição, Alexandre Guião. “Nós queremos ser top 10, nós queremos continuar crescendo para ser um país cada vez mais relevante”,