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Dólar oscila perto da estabilidade no Brasil em meio a nova ofensiva tarifária de Trump

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 23 Fev (Reuters) – O dólar oscila perto da estabilidade no Brasil nesta manhã de segunda-feira, com investidores atentos aos desdobramentos de nova ofensiva comercial do presidente dos EUA, Donald Trump, que no fim de semana elevou de 10% para 15% uma nova tarifa de importação cobrada de todos os países.

Às 9h31, o dólar à vista subia 0,09%, aos R$5,1815 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro para março — atualmente o mais líquido no Brasil — avançava 0,03%, aos R$5,1875.

No sábado, Trump afirmou que elevará de 10% para 15% uma tarifa temporária sobre as importações dos EUA de todos os países, o nível máximo permitido por lei. Na sexta-feira, ele havia anunciado uma alíquota de 10%, após a Suprema Corte do país derrubar seu programa tarifário anterior.

Nesta manhã, Trump voltou a criticar a Suprema Corte e disse que outras tarifas podem ser usadas de forma “muito mais poderosa e desagradável”.

No campo geopolítico, também seguem no radar as tensões entre EUA e Irã, que indicou estar disposto a fazer concessões em seu programa nuclear em troca do fim das sanções norte-americanas e do reconhecimento de seu direito de enriquecer urânio.

Em meio às incertezas sobre a aplicação das tarifas de Trump e sobre o cenário no Oriente Médio, o dólar subia ante várias outras divisas nesta segunda-feira, incluindo pares do real como peso chileno, o peso mexicano e a rupia indiana.

No Brasil, porém, a divisa se mantém perto da estabilidade.

O boletim Focus divulgado pelo Banco Central mais cedo mostrou que a mediana das projeções de economistas do mercado para o dólar no fim de 2026 passou de R$5,50 para R$5,45. Já a expectativa para a taxa básica de juros Selic no fim do ano foi de 12,25% para 12,13%.

O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos — cuja taxa de referência hoje está na faixa de 3,50% a 3,75% — vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, conduzindo as cotações do dólar a patamares mais baixos nos últimos meses.

Na sexta-feira, na esteira da decisão sobre tarifas da Suprema Corte dos EUA, o dólar à vista fechou em baixa de 0,99%, aos R$5,1766.

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