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Ampliação de laços com países afetados por tarifas dos EUA pode reforçar papel global do euro, diz membro do BCE

Executivo ou economista falando durante o World Economic Forum, com fundo com o logo do evento. Pessoa vestindo terno, com expressão de explicação e gesticulando com as mãos.

FRANKFURT (Reuters) – A Europa precisa agir rapidamente para reforçar o papel global do euro já que a janela de oportunidade para isso pode se fechar em breve, e o bloco deve buscar maiores laços com os países mais afetados pelas tarifas dos Estados Unidos para ajudá-lo a alcançar esse objetivo, disse o chefe do banco central francês.

A política econômica errática dos EUA abalou a confiança dos investidores no dólar este ano, mas a Europa até agora tem tido dificuldades para capitalizar a oportunidade que se apresenta, promulgando mudanças muito lentamente devido a indecisões, discórdias e burocracia.

Delineando uma série de possíveis cursos de ação, François Villeroy de Galhau disse que o tempo é essencial e que é fundamental que a Europa estabeleça um prazo, como 1º de janeiro de 2028, para promulgar as mudanças.

“Se não reagirmos rapidamente, corremos o sério risco de a janela de oportunidade se fechar”, disse Villeroy em um discurso em Luxemburgo.

A moeda poderia ganhar maior proeminência se o bloco faturar mais de seu comércio exterior em euros, e há uma oportunidade de fazer isso com países especialmente afetados pela política comercial dos EUA.

“Poderíamos alavancar as negociações da UE com parceiros comerciais que foram duramente atingidos pelas novas medidas protecionistas dos Estados Unidos, por exemplo, Índia, Suíça e Indonésia”, disse Villeroy.

Para apoiar esse comércio, o BCE poderia ampliar ainda mais a disponibilidade de linhas de liquidez em euros para bancos centrais de países não pertencentes à zona do euro.

Esse processo poderia ser ainda mais reforçado se o BCE finalmente conseguir emitir uma moeda digital e expandir seu sistema de pagamento por atacado Target para aceitar moedas de países como Índia, Suíça, Reino Unido, Canadá ou Brasil, disse Villeroy.

(Reportagem de Balazs Koranyi)

 

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