Por Michael Susin e Isabel Teles
10 Ago (Reuters) – As ações da Embraer registravam forte alta nesta segunda-feira, após a fabricante de aeronaves anunciar um crescimento de 25% no lucro líquido ajustado do segundo trimestre no comparativo anual e elevar suas projeções de margem operacional e fluxo de caixa para 2026.
Às 11h, as ações da empresa subiam 5,4%, a R$97,51, liderando os avanços do índice acionário brasileiro Ibovespa, que recuava 0,4%. O papel chegou a bater R$101,22 na máxima intradiária.
Segundo balanço divulgado ao mercado mais cedo nesta segunda, a companhia teve lucro líquido ajustado de R$1,11 bilhão no segundo trimestre de 2026, em comparação com R$890,3 milhões registrados no mesmo período do ano passado.
A companhia ainda teve um resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$1,81 bilhão, acima de R$1,39 bilhão no segundo trimestre do ano anterior. A receita aumentou para R$11,34 bilhões, representando crescimento de 10% ano a ano e alcançando recorde histórico para o segundo trimestre, segundo a empresa.
O Ebit ajustado subiu para R$1,51 bilhão ante R$1,09 bilhão, com expansão de margem para 13,4% sobre 10,6% no ano anterior.
Segundo analistas do Scotiabank, o desempenho operacional da Embraer foi sólido e abrangente, com as vendas cada vez mais concentradas nos segmentos de negócios da empresa com margens mais elevadas.
A empresa entregou 65 aeronaves no período, sendo 20 jatos comerciais e 45 executivos, volume 7% superior ao de um ano antes.
A carteira de pedidos firmes cresceu 16% e atingiu US$34,5 bilhões, recorde histórico.
A Embraer destacou que as tarifas de importação dos EUA totalizaram US$8 milhões durante o trimestre e também registrou um crédito tributário extraordinário de US$68 milhões. Excluindo tais impactos, a margem EBIT ajustada teria sido de 10,6%, afirmou.
Em fato relevante também nesta segunda, a fabricante de aeronaves disse que espera margem Ebit ajustada entre 10% e 10,6% para 2026, acima da previsão anterior de entre 8,7% e 9,3%.
A previsão de fluxo de caixa livre ajustado foi elevada para US$400 milhões ou mais para o ano, em comparação com a expectativa anterior de US$200 milhões ou mais.
A empresa manteve as demais estimativas para 2026, prevendo entregas de 80 a 85 aeronaves da aviação comercial e entre 160 e 170 aeronaves no segmento de aviação executiva.
O grupo também espera receita na faixa de US$8,2 bilhões a US$8,5 bilhões.
Em apresentação dos resultados, os executivos da Embraer destacaram que esperam um desempenho positivo nos próximos anos apoiado pela melhora da rentabilidade e capacidade de produção.
O grupo deve alcançar em 2030 uma capacidade de produção de 110 a 120 aviões comerciais por ano, disseram.
(Por Michael Susin, em Barcelona, e Isabel Teles, em São PauloEdição Pedro Fonseca, Tiago Brandão e Camila Moreira)



