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2025 foi terceiro ano mais quente já registrado no mundo, dizem cientistas da UE

Paisagem de pôr do sol na praia com céu laranja e reflexo no mar, pessoas e barcos ao fundo, criando uma cena tranquila e bonita.

Por Kate Abnett

BRUXELAS, 14 Jan (Reuters) – O planeta teve o terceiro ano mais quente já registrado em 2025, e as temperaturas médias ultrapassaram 1,5 grau Celsius de aquecimento global em três anos, o período mais longo desde o início dos registros, disseram cientistas da União Europeia nesta quarta-feira.

Os dados do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF) da União Europeia revelaram que os últimos três anos foram os três mais quentes do planeta desde o início dos registros – com 2025 marginalmente mais frio do que 2023, por apenas 0,01ºC.

O serviço nacional de meteorologia do Reino Unido, o Met Office, confirmou que seus próprios dados classificaram 2025 como o terceiro mais quente em registros que remontam a 1850. A Organização Meteorológica Mundial publicará seus números de temperatura ainda nesta quarta-feira.

O ano mais quente já registrado foi 2024.

EVENTOS CLIMÁTICOS EXTREMOS

O ECMWF disse que o planeta também acabou de ter seu primeiro período de três anos em que a temperatura média global ficou 1,5°C acima da era pré-industrial – o limite além do qual os cientistas esperam que o aquecimento global desencadeie impactos graves, alguns deles irreversíveis.

“1,5°C não é um precipício. No entanto, sabemos que cada fração de grau é importante, especialmente para o agravamento de eventos climáticos extremos”, disse Samantha Burgess, líder estratégica para o clima no ECMWF.

Os governos se comprometeram, no âmbito do Acordo de Paris de 2015, a tentar evitar que o aquecimento global ultrapasse 1,5°C, medido como uma temperatura média de décadas em comparação com a era pré-industrial.

No entanto, o fato de não conseguirem reduzir as emissões de gases de efeito estufa significa que esse nível poderá ser ultrapassado antes de 2030, uma década antes do que havia sido previsto quando o Acordo de Paris foi assinado em 2015, segundo o ECMWF.

“Estamos fadados a ultrapassá-lo”, disse Carlo Buontempo, diretor do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus da UE. “A escolha que temos agora é como gerenciar melhor a inevitável superação e suas consequências para as sociedades e os sistemas naturais.”

(Reportagem de Kate Abnett; Reportagem adicional de William James e Emma Farge)

 

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