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Representantes da indústria defendem adiamento de 90 dias na tarifa de 50% contra Brasil, diz nota

Imagem de Donald Trump sentado em uma sala decorada com detalhes dourados, usando terno azul, camisa branca e gravata vermelha, gesticulando enquanto fala.

Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – Representantes da indústria brasileira defenderam nesta segunda-feira, durante reunião com um membro do governo Lula, o adiamento mínimo de 90 dias na aplicação da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre os produtos comprados do Brasil.

Participaram da reunião virtual no fim da tarde presidentes das federações das indústrias de todo o país, conforme nota da Confederação Nacional da Indústria (CNI), além da secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Lacerda Prazeres.

“Durante o encontro, os representantes do setor produtivo alinharam a defesa de um adiamento mínimo de 90 dias na aplicação das novas tarifas”, informou a nota.

“Esse prazo é considerado essencial para que a indústria brasileira possa analisar de forma mais aprofundada os efeitos da medida, além de buscar soluções diplomáticas para evitar perdas mais amplas.”

Conforme a CNI, Prazeres “assegurou que as ponderações serão encaminhadas ao governo”.

Embora a indústria pressione para que o governo brasileiro negocie com os EUA um adiamento de 90 dias no início da cobrança da tarifa de 50%, marcada para 1º de agosto, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou mais cedo que o Brasil não fez nenhum pedido de prorrogação de prazo ou de redução da alíquota.

Segundo Alckmin, uma proposta de negociação comercial remetida pelo Brasil aos EUA em maio não foi respondida pelo governo do presidente Donald Trump.

Nesta segunda-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinaria o decreto que regulamenta a Lei da Reciprocidade, que permitirá ao governo adotar medidas comerciais recíprocas contra os EUA.

 

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