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Marina defende estudos amplos na Foz do Amazonas e cita risco de “Serra Pelada do petróleo”

Marina Silva com óculos escuros e expressão séria, gesticulando com a mão, usando camisa branca, no fundo branco, transmitindo autoridade e assertividade.

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) – A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, reiterou sua defesa por um estudo mais profundo para avaliar os impactos de um avanço da indústria do petróleo na Bacia da Foz do Rio Amazonas, no litoral do Amapá, pontuando que seria essa a forma de se evitar riscos de surgimento de uma “espécie de Serra Pelada do petróleo”.

A ministra citou a realização de um leilão brasileiro de 19 blocos exploratórios na região, em junho, que ocorreu sem que tenha havido tais estudos. As petroleiras Petrobras, ExxonMobil, Chevron e CNPC arremataram as áreas por um total de R$844 milhões a serem arrecadados pelo governo.

Marina defende a realização de uma Avaliação Ambiental de Área Sedimentar (AAAS), um estudo que abrange toda a região de possível exploração a ser tocado pelos ministérios do Meio Ambiente e das Minas e Energia, que mede os impactos socioambientais.

“Existe um leilão que já estabeleceu 19 blocos de petróleo”, disse Marina Silva, em uma entrevista à CNN Brasil.

“Desde o início do governo eu tenho dito para o ministro de Minas e Energia, (Alexandre Silveira) que o ideal era ter começado a fazer a avaliação para a área sedimentar de uma bacia que não é conhecida, exatamente para que a gente evite que a gente tenha, entre aspas, é uma metáfora que eu estou dizendo, uma espécie de Serra Pelada do petróleo numa região tão sensível como essa.”

Serra Pelada, localidade no sudeste do Pará, ficou conhecida por ser foco de uma corrida desenfreada de garimpeiros de ouro, na década de 1980.

As declarações de Marina ocorrem justamente quando a Petrobras obteve avanços em seu processo de licenciamento para realizar um poço exploratório na região, após ter tido uma negativa em 2023 e ter proposto e implementado melhorias em seu projeto.

A Foz do Amazonas é tida pela indústria de petróleo como de alto potencial para descobertas de petróleo. Mas as petroleiras enfrentam resistência para avançar na região de segmentos da sociedade, diante de enormes desafios socioambientais.

SIMULADO DA PETROBRAS

A Petrobras, que busca o sinal verde para sua perfuração há anos, se prepara para realizar um simulado de resposta a um eventual incidente no local, na semana iniciada em 24 de agosto, antes que o órgão ambiental federal Ibama decida se concederá seu aval.

Sobre o simulado, Marina afirmou que será uma atividade acompanhada pelos técnicos do Ibama para verificar “se os procedimentos que eles (Petrobras) estão dizendo que darão segurança ao processo de prospecção… estão condizentes com as necessidades de uma região tão sensível e com baixíssimo conhecimento, como é o caso da Foz do Amazonas”.

Disse ainda que o poço da Petrobras visa verificar se tem ou não petróleo e reconheceu aprimoramentos no projeto da Petrobras com o licenciamento.

“É uma fase necessária que o Ibama faz com todos os empreendimentos de natureza complexa, que é fazer uma simulação”, afirmou Marina.

“Essa simulação é um processo natural naquilo que significa a dinâmica de exploração de petróleo, seja numa bacia conhecida como na Bacia de Campos, seja na margem equatorial, na Foz do Amazonas, que é uma bacia pouco conhecida e que precisa de todo o rigor.”

Marina afirmou que a Petrobras fez ajustes ao projeto e citou a construção de um centro de atendimento à fauna em Oiapoque, além de um já construído antes em Belém, considerado pelo Ibama como distante do projeto.

“Se o Ibama não tivesse negado já por duas vezes esse licenciamento, nós íamos ter um processo de prospecção de petróleo com uma base de atendimento à fauna oleada a cerca de 800 km do lugar onde essa prospecção iria ser feita. Foi graças ao Ibama, graças ao processo rigoroso e técnico, que foram feitos vários ajustes”, afirmou.

Antes da Petrobras assumir a área, o Ibama havia negado à petroleira francesa TotalEnergies uma licença de perfuração na região.

 

(Por Marta Nogueira)

 

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