thomson reuters

BLOG | REVISTA DOS TRIBUNAIS

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Lula diz que chamará Petrobras e Ibama para decidir sobre Margem Equatorial e que país não desperdiçará oportunidade

Lula e Marina Silva

SÃO PAULO (Reuters) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que chamará o Ibama, a Petrobras e o Ministério do Meio Ambiente para decidir sobre a exploração de petróleo na chamada Margem Equatorial e voltou a afirmar que o Brasil não desperdiçará a oportunidade de explorar a commodity na região.

Em entrevista à rádio CBN, Lula disse que o local onde se pretende explorar petróleo na foz do Rio Amazonas, parte da Margem Equatorial, está a uma grande distância da região sensível ambientalmente e disse que, enquanto faz a transição energética, o Brasil precisa ganhar dinheiro com petróleo.

“Em algum momento eu vou chamar o Ibama, a Petrobras e o Meio Ambiente na minha sala para tomar uma decisão. Esse país tem governo, e o governo reúne e decide. Se as pessoas podem ter posições técnicas, vamos debater tecnicamente. O que não dá é a gente dizer a priori que a gente não vai explorar uma riqueza que, se for verdade as previsões, é uma riqueza muito grande para o Brasil”, disse Lula.

“É contraditório? É, porque nós estamos apostando muito na transição energética. Ora, mas enquanto a transição energética não resolve o nosso problema, o Brasil tem que ganhar dinheiro com esse petróleo”, acrescentou.

Lula lembrou ainda que Guiana e Suriname, países vizinhos do Brasil, estão explorando petróleo na região.

Localizada entre os litorais do Amapá e do Rio Grande do Norte, a Margem Equatorial é vista por especialistas como uma área de grande potencial para a exploração de petróleo.

Recentemente, o Ibama recusou pedido de licença da Petrobras para realizar estudos visando possível exploração de petróleo na foz do Rio Amazonas no Amapá, parte da Margem Equatorial, o que gerou um racha no governo e levou o líder do Executivo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), a desfiliar-se da Rede Sustentabilidade, partido da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

Marina defende a decisão do Ibama, que aponta que a Petrobras não apresentou estudos que garantam a segurança ambiental das pesquisas exploratórias. Por outro lado, além de Randolfe, outros membros do governo Lula, como o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendem a exploração na foz do Rio Amazonas.

(Por Fernando Cardoso e Eduardo Simões)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas

Post Relacionado

Brasil

Brasil tem desemprego de 5,8% no tri até abril, diz IBGE

RIO DE JANEIRO, Mai 28 (Reuters) – A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,8 por cento nos três meses até abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 5,9

serviços

Confiança de serviços no Brasil sobe em maio após 3 meses de quedas, diz FGV

SÃO PAULO, 28 Mai (Reuters) – A confiança do setor de serviços do Brasil interrompeu três meses de quedas e avançou em maio com a melhora das expectativas, mostraram os dados divulgados nesta quinta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV). No mês, o Índice de Confiança de Serviços (ICS) avançou 0,9

emprestimos

Concessões de empréstimos no Brasil caem em abril, mostra BC

SÃO PAULO, 28 Mai (Reuters) – As concessões de empréstimos no Brasil recuaram 6,2% em abril na comparação com o mês anterior, informou o Banco Central nesta quinta-feira, com o estoque total de crédito avançando 0,3% no período, a R$7,245 trilhões. No mês, as concessões de financiamentos com recursos livres,

Tereos

Tereos registra prejuízo recorde e prevê 2026/27 “difícil”

Por Sybille de La Hamaide PARIS, 28 Mai (Reuters) – A fabricante de açúcar e etanol Tereos espera que os lucros caiam ainda mais em 2026/27, à medida que a fraqueza nos mercados de açúcar, pressões de custos e a incerteza global continuam a pesar sobre suas operações, disse a