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Ibovespa tem variação modesta antes de dados de emprego dos EUA; Gerdau cai

Dois jovens observando gráficos de ações em uma tela, representando o movimento do mercado financeiro e suas flutuações ao longo do tempo.

SÃO PAULO (Reuters) –     O Ibovespa operava perto da estabilidade nesta terça-feira, com cautela antes da divulgação de dados de emprego nos Estados Unidos, enquanto as ações da Gerdau eram destaque negativo após divulgação de resultado trimestral na véspera.

Às 10h50, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,13%, a 135.190,07 pontos, tendo marcado 135.440,71 pontos na máxima e 134.898,67 pontos na mínima até agora. O volume financeiro somava R$2,2 bilhões.

O noticiário sobre tarifas comerciais também seguia no radar. Nesta terça, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, disse que não prevê choques nas cadeia de oferta causados pelas tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump.

Em Nova York, os índices de ações não apontavam para uma direção única, tendo como pano de fundo ainda uma série de balanços corporativos.

No Brasil, dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) mostraram que o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) voltou a subir de forma inesperada em abril, a 0,24%, depois de ter registrado queda de 0,34% no mês anterior, com destaque para o avanço nos preços de produtos agropecuários.

Para o analista Sidney Lima, da Ouro Preto Investimentos, a alta reduz expectativa de cortes mais agressivos na taxa básica Selic, o que pode diminuir o apetite por risco. “No geral, o IGP-M segue sinalizando que o ambiente inflacionário no Brasil segue pressionado, exigindo cautela dos investidores.”

Agentes financeiros também acompanharão falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em entrevista coletiva sobre o Relatório de Estabilidade Financeira (REF), em Brasília, ao lado de outros diretores da autoridade monetária, às 11h.

No lado corporativo, a temporada de balanços começa a ganhar tração no país. No final do dia, são esperados os resultados trimestrais de Iguatemi, Isa Energia e Marcopolo, entre outros.

DESTAQUES 

– GERDAU PN caía 0,58%, tendo trocado o sinal mais cedo no pregão, repercutindo balanço referente ao primeiro trimestre da siderúrgica, que registrou resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida) ajustado de R$2,4 bilhões, queda de quase 15% na comparação anual, embora acima dos R$2,29 bilhões previstos por analistas em pesquisa da LSEG. A companhia, que aprovou dividendos de R$0,12 por ação, afirmou em relatório que as mudanças na política comercial de aço dos EUA ajudaram a compensar resultados mais fracos no Brasil no período.

– PETROBRAS PN e PETROBRAS ON caíam 0,72% e 0,74%, respectivamente, em mais um dia de declínio para os preços do petróleo no exterior. O barril de Brent, referência para a estatal, era negociado em baixa de 1,94%, a US$64,58. A Petrobras informou mais cedo que sua presidente, Magda Chambriard, reuniu-se com investidores na China na segunda-feira para apresentar e propor novas parcerias na indústria naval.

– VALE ON tinha variação positiva de 0,07%, ancorada na recuperação dos futuros do minério de ferro na Ásia — embora declarações conflitantes de Washington e Pequim sobre o estado das negociações comerciais tenham limitado ganhos. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian encerrou as negociações diurnas com acréscimo de 0,28%, a 709 iuanes (US$97,49) a tonelada.

– ITAÚ UNIBANCO PN valorizava-se 0,11%, BANCO DO BRASIL ON caía 0,14%, BRADESCO PN subia 0,6% e SANTANDER BRASIL UNIT avançava 0,53%, em sessão de variação modesta para as ações de bancos do Ibovespa.

– CAIXA SEGURIDADE ON caía 3,83%, após o JPMorgan rebaixar na véspera a recomendação do papel para “neutra”, ante “overweight”, com analistas citando, entre outros fatores, um ambiente de taxas de juros mais “dovish”, no qual seguradoras tendem a se beneficiar menos.

 

 (Reportagem de Patricia Vilas Boas)

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