thomson reuters

BLOG | REVISTA DOS TRIBUNAIS

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Dólar tem leve baixa com apetite por risco após acordos tarifários

Cédulas de dólar americano empilhadas, destacando nota de um dólar em primeiro plano, representando riqueza e economia dos Estados Unidos.

Por Fernando Cardoso

SÃO PAULO (Reuters) – O dólar à vista tinha leve baixa ante o real nesta quarta-feira, a caminho de renovar sua menor cotação de 2025, à medida que os investidores continuam de olho no possível anúncio de novos acordos comerciais pelos Estados Unidos na esteira dos entendimentos com China e Reino Unido.

Às 9h47, o dólar à vista caía 0,35%, a R$5,5880 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha baixa de 0,38%, a R$5,617 na venda.

Na quarta-feira, o dólar à vista fechou em baixa de 1,33%, a R$5,6075, a menor cotação desde 14 de outubro.

Os movimentos do real nesta sessão refletiam a continuação de um maior apetite global por risco devido aos avanços nas negociações comerciais dos EUA com seus parceiros.

As tarifas dos EUA têm sido foco de atenção dos mercados desde que o presidente Donald Trump anunciou uma série de taxas de importação abrangentes em 2 de abril, pausando a maioria delas uma semana depois a fim de permitir negociações.

Nesta semana, o apetite por risco tem predominado nos mercados cambiais, principalmente depois que a trégua comercial entre as duas maiores economias do mundo afastou parte das preocupações com a possibilidade de uma recessão global.

Dados de inflação abaixo do esperado nos EUA divulgados na véspera também fomentavam o otimismo entre investidores, alimentando expectativa de que o Federal Reserve possa ter mais espaço para cortar a taxa de juros neste ano.

“A política comercial dos EUA tem sido altamente volátil nos últimos meses, mas se a última redução (das tensões) se mantiver, haverá potencial de alta em relação às nossas previsões de crescimento global”, disseram analistas da Fitch Ratings em relatório.

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,38%, a 100,600.

A moeda dos EUA também recuava neste pregão frente a pares do real, como o peso mexicano e o peso chileno.

Os mercados estão acompanhado uma viagem de Trump pelo Oriente Médio, que pode ter tanto efeitos econômicos, com o anúncio de investimentos nos EUA, quanto geopolíticos, à medida que o presidente norte-americano discute a situação na Faixa de Gaza com os parceiros da região.

Na cena doméstica, a sessão era marcado por dados. O IBGE informou que o volume de serviços no Brasil voltou a crescer no final do primeiro trimestre, mas mostrou desaceleração e ficou ligeiramente abaixo do esperado em março, em um cenário de esperado desaquecimento da economia e juros elevados.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas

Post Relacionado

Analista de mercado financeiro monitorando gráficos e dados em telas de computador em um ambiente de sala de operações de bolsa.

Wall Street avança com investidores animados com alívio tarifário e dados positivos

Por David French 22 Jan (Reuters) – Os principais índices de Wall Street encerraram em alta nesta quinta-feira, o segundo dia consecutivo de ganhos, conforme investidores compraram ações depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rescindiu as ameaças de tarifas sobre aliados europeus, enquanto dados destacaram a resiliência

Primeiro-ministro Narendra Modi e então-presidente Jair Bolsonaro em um aperto de mãos durante encontro oficial, com expressão cordial. Foto capturada em um ambiente formal, destacando o relacionamento diplomático entre Índia e Brasil.

Primeiro-ministro da Índia e Lula conversam sobre parceria estratégica

22 Jan (Reuters) – O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversaram por 45 minutos nesta quinta-feira por telefone, quando trataram da visita de Estado do brasileiro à Nova Délhi em fevereiro e da parceria entre os dois países, informou o Palácio do

Tanques de armazenamento de grãos despejando produto em silos agrícolas, representando a agricultura e a produção de alimentos em campo.

Abiove prevê esmagamento recorde de 61 mi t de soja no Brasil em 2026

SÃO PAULO, 22 Jan (Reuters) – O esmagamento de soja no Brasil deverá alcançar um recorde de 61 milhões de toneladas em 2026, contra 58,5 milhões em 2025, segundo levantamento mensal da associação da indústria Abiove divulgado nesta quinta-feira. Já a safra de soja do Brasil foi estimada em 177,124

REVISTA DOS TRIBUNAIS
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.