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Dois mísseis atingem navio de guerra dos EUA que tentava entrar no Estreito de Ormuz, diz agência iraniana

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Por Tala Ramadan e Jacob Bogage

DUBAI/DORAL, EUA, 4 Mai (Reuters) – A Marinha do Irã impediu que navios de guerra “americano-sionistas” entrassem no Estreito de Ormuz na segunda-feira, informou a TV estatal, enquanto a agência de notícias Fars disse que dois mísseis atingiram um navio de guerra dos EUA perto de Jask, no Golfo de Omã, depois que ele ignorou os avisos iranianos.

Uma autoridade de alto escalão dos EUA negou que um navio norte-americano tenha sido atingido por mísseis iranianos, segundo repórter do site Axios. A Reuters não conseguiu verificar os relatos de forma independente.

O Irã alertou as forças norte-americanas na segunda-feira para não entrarem na hidrovia estratégica depois que o presidente Donald Trump disse que os Estados Unidos “guiariam” os navios retidos no Golfo pela guerra de EUA e Israel contra o Irã.

Trump deu poucos detalhes sobre o plano para ajudar os navios e suas tripulações que estão confinados na hidrovia vital e estão ficando sem alimentos e outros suprimentos com mais de dois meses do conflito.

“Dissemos a esses países que guiaremos seus navios com segurança para fora dessas hidrovias restritas, para que eles possam continuar livremente e habilmente com seus negócios”, disse Trump em uma publicação em seu site Truth Social no domingo.

Em resposta, o comando unificado do Irã afirmou aos navios comerciais e petroleiros que se abstivessem de qualquer movimento que não fosse coordenado com os militares do Irã.

“Dissemos repetidamente que a segurança do Estreito de Ormuz está em nossas mãos e que a passagem segura dos navios precisa ser coordenada com as Forças Armadas”, declarou Ali Abdollahi, chefe do comando unificado das forças, em comunicado.

“Alertamos que quaisquer Forças Armadas estrangeiras, especialmente o agressivo Exército dos EUA, serão atacadas se tiverem a intenção de se aproximar e entrar no Estreito de Ormuz.”

Desde o início da guerra, o Irã bloqueou quase todos os navios que entram e saem do Golfo, exceto os seus próprios, cortando cerca de um quinto das remessas de petróleo e gás do mundo e fazendo com que os preços do petróleo subissem 50% ou mais.

O Comando Central dos EUA, que por sua vez está bloqueando os portos iranianos para pressionar Teerã, disse que apoiaria o esforço de resgate com 15.000 militares e mais de 100 aeronaves, além de navios de guerra e drones.

“Nosso apoio a essa missão defensiva é essencial para a segurança regional e a economia global, enquanto também mantemos o bloqueio naval”, afirmou o almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, em um comunicado.

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