thomson reuters

BLOG | REVISTA DOS TRIBUNAIS

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Congresso instala comissão para avaliar MP que limita encargo na conta de luz

Linhas de transmissão de energia elétrica sustentando uma paisagem aberta com céu azul, nuvens brancas e vegetação ao fundo, em uma área rural.

SÃO PAULO (Reuters) – O Congresso iniciou nesta quarta-feira a tramitação da medida provisória 1.304, que estabelece um teto para encargos cobrados na conta de luz, com a instalação da Comissão Mista responsável por analisá-la.

O presidente da Comissão é o deputado Fernando Coelho Filho (União-PE), enquanto a relatoria ficou com o senador Eduardo Braga (MDB-AM). Ambos os parlamentares também compõem a comissão de outra medida provisória de energia, a 1.300, que trata da ampliação do benefício da Tarifa Social à população de baixa renda e outras reformas do setor elétrico.

Em sessão nesta quarta-feira, Coelho Filho afirmou que a instalação das duas comissões “demorou um pouco” em virtude das “muitas intempéries políticas” vividas pelo Congresso nos últimos dias, mas que foi possível chegar a um acordo entre Senado e Câmara para avançar nas medidas que visam “mitigar os impactos sobre as tarifas dos consumidores brasileiros”.

Ele ressaltou que a principal urgência é a MP 1.300, que precisa ser aprovada até 17 de setembro para não caducar. O texto trata, entre outros pontos, da ampliação da gratuidade na conta de luz para mais consumidores de baixa renda — o benefício já está em vigor e precisa de respaldo jurídico e legal para ser mantido.

Segundo Coelho Filho, seu relatório inicial da MP 1.300 será mais “enxuto”, visando preservar os dispositivos que tratam da Tarifa Social.

Já a MP 1.304 foi editada pelo governo após uma derrota no Congresso relacionada à derrubada de vetos presidenciais na lei da energia eólica offshore. A ideia foi amenizar os impactos aos consumidores de energia com a retomada de alguns pontos da lei que impõem custos bilionários adicionais na conta de luz.

Pelo texto, a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) — encargo cobrado na conta de luz que banca várias políticas públicas do setor elétrico — passaria a ter um teto, equivalente ao orçamento referente ao ano de 2026.

Segundo Coelho Filho, os parlamentares terão mais tempo para analisar esse texto e fazer alterações e aperfeiçoamentos, já que a MP 1.304 perde validade apenas em novembro.

Já Braga afirmou nesta quarta-feira que há “compromisso do Congresso em garantir ao consumidor brasileiro segurança jurídica para os benefícios” do setor elétrico, citando dos pequenos aos grandes consumidores industriais.

Um dos trechos mais polêmicos de uma das medidas provisórias editadas pelo governo para o setor de energia trata do fim dos descontos tarifários para os consumidores de energia incentivada (eólica, solar e biomassa). A medida foi criticada por alguns agentes do setor, principalmente do mercado livre de energia, que dizem que o fim do benefício poderia aumentar os custos aos consumidores.

 

(Por Letícia Fucuchima)

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas

Post Relacionado

Ibovespa sobe com exterior após anúncio de acordo entre EUA e Irã

SÃO PAULO, 15 Jun (Reuters) – A bolsa paulista abria com viés positivo nesta segunda-feira, acompanhando o movimento de praças acionárias no exterior, após autoridades norte-americanas e iranianas afirmarem ter chegado a um acordo preliminar para encerrar o conflito que começou no final de fevereiro no Oriente Médio. Às 10h10,

Nvidia deve levantar US$20 bi com emissão de títulos nos EUA, diz fonte

15 Jun (Reuters) – A Nvidia vai levantar US$20 bilhões por meio de uma emissão de títulos nos Estados Unidos, informou uma fonte à Reuters nesta segunda-feira, juntando-se a um número crescente de empresas de tecnologia que recorrem ao mercado de dívida à medida que os investimentos em inteligência artificial

Colheita de milho 2ª safra do centro-sul atinge 8,4% da área, diz AgRural

SÃO PAULO, 15 Jun (Reuters) – A colheita da segunda safra de milho do centro-sul do Brasil 2026 chegou a 8,4% da área cultivada até a última quinta-feira, contra 4,4% uma semana antes e 5,2% no mesmo período do ano passado, de acordo com levantamento da AgRural divulgado nesta segunda-feira.