thomson reuters

BLOG | REVISTA DOS TRIBUNAIS

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Terremoto no Japão deixa quase 50 mortos; equipes de resgate tentam encontrar sobreviventes

Terremoto no Japão deixa quase 50 mortos

Por Kiyoshi Takenaka e Sakura Murakami e Kantaro Komiya

WAJIMA, Japão (Reuters) – Pelo menos 48 pessoas morreram depois que um forte terremoto atingiu o Japão no dia de Ano Novo, e as equipes de resgate buscavam nesta terça-feira chegar a áreas isoladas onde edifícios foram derrubados, estradas destruídas e a energia cortada para dezenas de milhares de casas.

O terremoto, com magnitude preliminar de 7,6, ocorreu na tarde de segunda-feira, fazendo com que as pessoas nas áreas costeiras fugissem para terrenos mais altos, enquanto ondas de tsunami atingiam a costa oeste do Japão, arrastando carros e casas para a água.

Uma equipe de resgate de 3.000 pessoas composta por militares, bombeiros e policiais foi enviada ao local do terremoto na península de Noto, na província de Ishikawa.

“A busca e o resgate das pessoas afetadas pelo terremoto é uma batalha contra o tempo”, disse o primeiro-ministro Fumio Kishida durante uma reunião de emergência na terça-feira, vestindo uma roupa azul comumente usada por autoridades durante operações de socorro em desastres.

Kishida afirmou que os socorristas estavam encontrando muita dificuldade para acessar a ponta norte da península de Noto, onde os levantamentos feitos por helicópteros descobriram muitos incêndios e danos generalizados a edifícios e infraestrutura. Havia cerca de 120 casos de pessoas aguardando resgate, disse o porta-voz do governo.

Muitos serviços ferroviários e voos para a área foram suspensos. Mais de 500 pessoas ficaram retidas no aeroporto de Noto, que foi fechado devido a rachaduras na pista e na estrada de acesso e a danos no prédio do terminal.

Em Suzu, uma cidade costeira com pouco mais de 5.000 habitantes, próxima ao epicentro do terremoto, até 1.000 casas podem ter sido destruídas, de acordo com o prefeito Masuhiro Izumiya.

“A situação é catastrófica”, disse ele.

As autoridades confirmaram 48 mortes, todas na província de Ishikawa, tornando-o o terremoto mais letal do Japão desde pelo menos 2016, quando um terremoto de magnitude 7,3 atingiu Kumamoto, na ilha do sul do Japão, matando mais de 220 pessoas.

Muitos dos mortos estão em Wajima, uma cidade na remota ponta norte da península de Noto.

Muitos outros ficaram feridos e as autoridades estavam lutando contra as chamas em várias cidades na terça-feira e retirando pessoas de prédios desabados.

“Nunca vivenciei um terremoto tão forte”, disse Shoichi Kobayashi, de 71 anos, morador de Wajima, que estava em casa fazendo uma refeição comemorativa de Ano Novo com a esposa e o filho quando o terremoto ocorreu, fazendo com que objetos voassem pela sala de jantar.

“Até mesmo os tremores posteriores tornaram difícil ficar em pé”, afirmou ele, acrescentando que a família estava dormindo no carro porque não podia voltar para sua casa seriamente danificada.

Cerca de 200 tremores foram detectados desde o terremoto de segunda-feira, de acordo com a Agência Meteorológica do Japão, que alertou que mais abalos fortes poderiam ocorrer nos próximos dias.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas

Post Relacionado

Grãos de soja em instalações na Dakota do Norte, EUA.

Colheita de soja do Brasil avança para 16%, diz AgRural

SÃO PAULO 9 Fev (Reuters) – A colheita de soja da safra 2025/26 do Brasil alcançou 16% da área cultivada até a última quinta-feira, contra 10% uma semana antes e 15% registrados um ano atrás, de acordo com levantamento divulgado pela AgRural nesta segunda-feira. Segundo a consultoria, os trabalhos seguem

Sede do Banco Central, em Brasília

Mercado reduz projeção para alta do IPCA este ano pela 5ª semana seguida, a 3,97%

SÃO PAULO, 9 Fev (Reuters) – A projeção para a inflação em 2026 caiu pela quinta semana seguida na pesquisa Focus que o Banco Central divulgou nesta segunda-feira, com apenas pequenos ajustes em outras estimativas. O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa

Grupo diversificado de pessoas colocando as mãos juntas em símbolo de união e trabalho em equipe, promovendo colaboração e solidariedade.

Do “favor” ao Direito Humano: o direito ao cuidado e seu impacto no Brasil

Como a Corte Interamericana de Direitos Humanos e a legislação brasileira tratam o direito ao cuidado? Por Caroline Quadros Pereira e Bruno Stoppa Carvalho Quantas vezes você já ouviu que cuidar da casa, dos filhos ou dos idosos é “amor”, “instinto” ou “obrigação da família”? Durante nossa pesquisa, confirmamos uma

REVISTA DOS TRIBUNAIS
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.