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Auditorias mostram redução no impacto da criação de gado para floresta amazônica

Imagem aérea de área desmatada, mostrando a devastação ambiental e a falta de árvores em meio à vegetação ao redor. O desmatamento é um problema significativo para a biodiversidade.

Por Ana Mano

SÃO PAULO (Reuters) – Um acordo envolvendo o Ministério Público Federal e os frigoríficos brasileiros ajudou a reduzir a participação da indústria de carne bovina no desmatamento na Amazônia, de acordo com auditorias das empresas que visam monitorar suas próprias compras de gado em seis Estados.

O acordo, denominado TAC da Carne, exige que os frigoríficos auditem suas compras de gado para determinar se os animais estão sendo criados em áreas protegidas, desmatadas ilegalmente ou com outras irregularidades. A iniciativa não abrange os fornecedores indiretos de gado, que continuam sendo uma grande parte da cadeia de suprimentos da indústria.

Os dados foram apresentados pelos procuradores nesta quarta-feira.

O Brasil é o maior exportador de carne bovina do mundo, e tem a maior parte de seu rebanho na Amazônia, a maior e mais biodiversa floresta tropical do mundo. Pesquisas mostram que a criação de gado na região é um dos principais fatores de desmatamento.

No ano passado, o desmatamento na Amazônia brasileira atingiu 6.288 quilômetros quadrados, uma área maior do que o Estado norte-americano de Delaware. Esse foi o nível mais baixo desde 2015.

Daniel Azeredo, um dos procuradores federais que supervisionam o acordo, disse que os dados mostram que a iniciativa fez grandes contribuições para conter o desmatamento. Ainda assim, acrescentou, os animais criados em fazendas desmatadas ilegalmente continuam a entrar nas cadeias de suprimentos das empresas por meio de esquemas ilegais. Ele pediu um monitoramento mais rigoroso dos fornecedores indiretos de gado.

“Devemos reconhecer que ainda há desafios”, disse ele.

No geral, 4% do fornecimento de gado amazônico dos frigoríficos auditados como parte do acordo apresentaram sinais de irregularidades entre janeiro e dezembro de 2022. Mas as empresas que não auditaram as compras tiveram um recorde de 52% de não conformidade. A disparidade, segundo os procuradores federais, demonstra o impacto positivo do acordo.

A JBS, o maior frigorífico do mundo, e os rivais Minerva e Marfrig contrataram auditores independentes para monitorar suas compras de gado, assim como vários frigoríficos privados de carne bovina.

As compras de gado da JBS atingiram 98,2% de conformidade no Mato Grosso, onde se encontra o maior rebanho bovino do Brasil, em comparação com 100% de conformidade de seus dois principais concorrentes listados em bolsa, de acordo com os dados apresentados pelos procuradores.

No Pará, que abriga o segundo maior rebanho bovino do Brasil, a JBS apresentou 3% de não conformidade nas compras de gado, uma melhoria significativa comparada a uma auditoria de 2020, quando constatou-se que 32% de seu fornecimento vinha de fazendas irregulares.

Em um comunicado, a JBS comemorou os resultados da auditoria e disse que está mais perto de sua meta de 100% de conformidade.

(Reportagem de Ana Mano)

 

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