thomson reuters

BLOG | REVISTA DOS TRIBUNAIS

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Motta diz que não há “compromisso” do Congresso em aprovar alternativas ao IOF apresentadas pelo governo

Homem de terno e gravata, com expressão de preocupação ou reflexão, segurando a testa com a mão, em um ambiente profissional ou de reunião.

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira que o Congresso não tem o “compromisso” de aprovar a medida provisória que o governo pretende editar nos próximos dias com iniciativas de arrecadação alternativas ao aumento da taxação do IOF, ressaltando que o Executivo não apresentou até o momento propostas fiscais estruturantes.

“Não há (por parte) do Congresso o compromisso de aprovar essas medidas que vem na medida provisória. Ela será enviada, apenas, para que do ponto de vista contábil não se tenha que aumentar o contingenciamento, que está em R$ 30 bilhões. Se tirarmos o decreto do IOF, (o bloqueio orçamentário) seria de R$ 50 bilhões”, disse ele, em evento do jornal Valor Econômico.

A fala de Motta ocorre um dia após ele, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) e líderes partidários da base aliada se reunirem com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que anunciou iniciativas para “recalibrar” o decreto que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no mês passado.

Segundo o presidente da Câmara, a reunião da véspera foi proveitosa, embora tenha se falado “pouco sobre o debate estrutural” das contas públicas.

Motta citou que o governo anunciou a intenção de elevar a taxação das bets e fintechs, e de passar a taxar títulos atualmente isentos, como LCIs e LCAs.

O presidente da Câmara afirmou também que o governo admitiu que deve abrir um debate sobre o corte nas isenções fiscais, medida que não viria por medida provisória, mas sim por projeto de lei complementar ou por proposta de emenda à Constituição.

Motta ressaltou que as medidas anunciadas pelo governo estão olhando apenas para o lado da arrecadação, mas que é preciso enfrentar o debate da revisão dos gastos públicos. Ele sugeriu votar a discutir a reforma administrativa e a desvinculação de algumas receitas.

“Há um esgotamento no país sobre essas medidas, este é um sentimento da grande maioria das pessoas”, afirmou ele, ao ressaltar o crescimento das despesas obrigatórias nos últimos anos.

O presidente da Câmara disse que, independentemente de quem venha a ser eleito no pleito presidencial do próximo ano, o país está caminhando para uma “situação de ingovernabilidade” e que o próximo governo terá de fazer um “choque” nas despesas.

 

(Reportagem de Ricardo Brito)

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas

Post Relacionado

petróleo

Petróleo salta mais de 7%, superando US$102, antes do bloqueio dos EUA ao Irã

Por Ahmad Ghaddar LONDRES, 13 Abr (Reuters) – Os preços do petróleo voltaram a superar US$100 por barril nesta segunda-feira, enquanto a Marinha dos EUA se preparava para bloquear a passagem de navios de e para o Irã https://www.reuters.com/world/iran/ pelo Estreito de Ormuz, em uma medida que poderia restringir as exportações de

REVISTA DOS TRIBUNAIS
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.