BRASÍLIA, 3 Jun (Reuters) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira que mudou de ideia e decidiu que irá participar da reunião do grupo das sete maiores economias do mundo, o G7, na França, no dia 15 deste mês.
Em discurso ao abrir reunião ministerial no Palácio do Planalto, o presidente afirmou que irá cobrar os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU por medidas para por fim às guerras e uma reforma das instituições, afirmando que “alguém precisa tentar pôr ordem na Casa”.
No encontro do G7 na França, para o qual Lula foi convidado, o presidente brasileiro encontrará pessoalmente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e poderá conversar com ele pela primeira vez desde o anúncio de novas tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros.
Lula disse em seu discurso na reunião com ministros que foi surpreendido pela decisão dos EUA de anunciar novas tarifas contra o Brasil, uma vez que os dois governos estavam em negociação, e voltou a culpar a família Bolsonaro pelas ações do governo Trump.
“Pedir punição ao país na perspectiva de derrotar uma candidatura é de uma grosseria. Em qualquer país do mundo isso seria chamado de traição da pátria”, afirmou.
(Reportagem de Lisandra ParaguassuEdição de Pedro Fonseca)



