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Em mensagem ao Congresso, Lula aposta na redução da inflação em 2025 e 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva veste um terno e um chapéu; ele gesticula enquanto fala, mostrando seu estilo descontraído em eventos públicos.

BRASÍLIA (Reuters) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em mensagem presidencial encaminhada ao Congresso Nacional nesta segunda-feira, que o governo não irá se afastar do compromisso de “robustez fiscal” e estimou que a inflação cederá neste ano e no próximo.

“Em 2025, a redução da inflação deverá continuar, amparada pelo desempenho mais positivo esperado para a safra de grãos, as tarifas de energia elétrica e os combustíveis”, diz mensagem presidencial lida nesta segunda-feira em cerimônia de abertura dos trabalhos do Legislativo.

“O aumento no diferencial de juros do Brasil com outras economias deve auxiliar na dinâmica cambial, também contribuindo positivamente para desaceleração dos preços”, sustenta o documento, levado ao Parlamento pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa.

O governo calcula, na mensagem, que até meados de 2026 a inflação chegue perto do centro da meta de 3%.

O IPCA fechou 2024 com alta de 4,83%, bem acima da meta do BC de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Economistas consultados pelo BC estimam que o índice vai acelerar a 5,51% este ano, recuando para 4,28% em 2026, segundo o mais recente relatório Focus.

Sobre as contas públicas e seu esforço para equilibrá-las, Lula afirma na mensagem que “a revisão de gastos é um instrumento moderno de condução fiscal e trará mais frutos em 2025, como parte da estratégia, da qual o governo não desviará, de construção estrutural de robustez fiscal”.

“Em 2025, continuaremos a pautar nossa gestão pelo compromisso com o equilíbrio fiscal. Isso está expresso na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), assim como no conjunto de medidas fiscais enviadas em novembro de 2024 ao Congresso Nacional, que permitirão economizar 70 bilhões de reais em 2025 e 2026”, diz a mensagem.

 

(Reportagem de Lisandra Paraguassu e Maria Carolina Marcello)

 

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