thomson reuters

BLOG | REVISTA DOS TRIBUNAIS

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Defensores da liberdade de expressão dizem a Suprema Corte dos EUA que lei do TikTok lembra ditaduras

Logotipo da TikTok exibido em uma placa. A imagem representa a marca que revolucionou o compartilhamento de vídeos curtos e se tornou um fenômeno global.

Por Raphael Satter

(Reuters) – Defensores da liberdade de expressão disseram nesta sexta-feira à Suprema Corte dos Estados Unidos que a legislação norte-americana contra o TikTok, que tem sede na China, lembra regimes de censura impostos por inimigos autoritários dos EUA. Em uma manifestação como amicus curiae, a PEN America, o Knight First Amendment Institute da Universidade de Columbia e a Free Press pediram à mais alta corte do país que derrube a lei federal que pretende proibir ou forçar a venda do TikTok.

Eles argumentam que a lei não apenas ameaça ilegalmente impedir norte-americanos de acessarem a uma mídia estrangeira, violando a Primeira Emenda da Constituição, como também “lembra práticas que há muito tempo são associadas a governos repressivos”.

Eles observaram que os comunistas da União Soviética e da China impediram transmissões de rádio ocidentais após a Segunda Guerra Mundial, enquanto a Rússia e a China dos tempos modernos possuem uma série de restrições a websites e aplicativos como Facebook, X e YouTube. O TikTok e a sua dona, a ByteDance, lutam para manter o popular aplicativo funcionando nos Estados Unidos, após o Congresso aprovar, em abril, a proibição de seu serviço caso a empresa não o venda até o dia 19 de janeiro.

O Departamento de Justiça afirmou que, como empresa chinesa, o TikTok configura “uma ameaça à segurança nacional de imensa profundidade e escala”, porque pode acessar muitos dados de usuários norte-americanos.

Juízes aceitaram o argumento do governo de que ele está agindo apenas para proteger os EUA de uma “nação estrangeira adversária” e impedir Pequim de obter dados dos norte-americanos. Os defensores da liberdade de expressão afirmaram que qualquer tentativa de proteger os dados dos norte-americanos seria mais bem-sucedida por meio de leis que abrangem a privacidade, em vez de simplesmente proibir uma forma popular de expressão.

A defesa deles citou que, se a lei prevalecer, os EUA vão ironicamente se juntar à China ao proibir o TikTok. Autoridades chinesas só permitem o uso da versão doméstica do app, chamada Douyin, e que é sujeita a uma forte censura.

(Reportagem de Raphael Satter)

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas

Post Relacionado

Dólar tem variações modestas no Brasil antes de dados de inflação nos EUA

Dólar tem variações modestas no Brasil antes de dados de inflação nos EUA

SÃO PAULO, 11 Set (Reuters) – O dólar iniciou a sexta-feira próximo da estabilidade, após o IBGE informar que o Brasil teve deflação no mês de agosto, enquanto no exterior a moeda norte-americana tinha sinais mistos ante as demais divisas, com investidores à espera dos dados de inflação nos EUA.

Após pedido de Fachin, Mendonça retira sigilo de investigações sobre Master

Após pedido de Fachin, Mendonça retira sigilo de investigações sobre Master

BRASÍLIA, 11 Set (Reuters) – O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou os sigilos de parte dos inquéritos sobre o Banco Master, após um pedido neste sentido do presidente do Supremo, Edson Fachin, conforme decisão do magistrado divulgada na noite de quinta-feira. A retirada do sigilo vem

REVISTA DOS TRIBUNAIS
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.