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Ibovespa fecha em queda com Casas Bahia e Magalu entre maiores baixas; Embraer sobe

Ibovespa fecha em queda com Casas Bahia e Magalu entre maiores baixas; Embraer sobe

Ibovespa fecha em queda com Casas Bahia e Magalu entre maiores baixas; Embraer sobe

Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) – O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira, com as ações de Casas Bahia e Magazine Luiza entre as maiores baixas, enquanto Embraer voltou a disparar, renovando máximas históricas, conforme persiste o otimismo com a fabricante de aviões.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,88%, a 127.027,1 pontos, acumulando ainda assim um acréscimo de 0,23% na semana. Na máxima do dia, chegou a 128.158,57 pontos. Na mínima, a 126.879,44 pontos.

O volume financeiro somou 17,8 bilhões de reais.

No último pregão da semana, investidores do mercado brasileiro também analisaram previsão do governo federal de déficit primário de 9,3 bilhões de reais, dentro da margem de tolerância estabelecida pelo arcabouço fiscal, mas pior do que o previsto no Orçamento (superávit de 9,1 bilhões de reais).

A meta fiscal estabelecida para o ano é de déficit zero, com tolerância de 0,25% do PIB, ou cerca de 29 bilhões de reais.

A equipe da Warren Rena destacou que os números apresentados no relatório bimestral de receitas e despesas sinalizam “maior realismo, sem mudança na meta fiscal”. “Ponto para a Fazenda”, avaliou, referindo-se ao ministério comandado por Fernando Haddad, em comentário enviado a clientes.

Wall Street, por sua vez, teve um desempenho misto, com o S&P 500 fechando com variação negativa de 0,14%, o Dow Jones recuando 0,77% e o Nasdaq subindo 0,16%. Na semana, porém, todos acumularam ganhos — de 2,29%, 1,97% e 2,85%, respectivamente.

Analistas do Itaú BBA avaliam que o fato de o Ibovespa não estar acompanhando o tom mais positivo em mercados no exterior frustra as expectativas de curto prazo e deixa os investidores na defensiva, conforme o relatório de análise técnica Diário do Grafista enviado a clientes nesta sexta-feira.

“E, com isso, seguimos no mesmo cenário das últimas semanas, sem tendência e negociando dentro do intervalo entre 124.800 e 131.700 pontos”, acrescentaram.

DESTAQUES

  • CASAS BAHIA ON desabou 12,93%, a 6,80 reais, tendo no radar a divulgação do balanço do último trimestre de 2023 na segunda-feira, após o fechamento do mercado. No setor, MAGAZINE LUIZA ON recuou 3,52%, a 1,92 real, em meio à conclusão do aporte de 1,25 bilhão de reais por controladores e acionistas minoritários para fortalecer a estrutura de capital da companhia e à proposta de grupamento de ações na proporção de 10 para 1 que será avaliada em assembleia.
  • MARFRIG ON fechou em queda de 6,60%, a 9,62 reais, após a National Beef Packing Company, uma das quatro maiores processadoras de carne bovina dos Estados Unidos, controlada pela brasileira, informar que suspendeu a produção em sua fábrica em Liberal, Kansas, pelo segundo dia consecutivo nesta sexta-feira.
  • B3 ON caiu 3,23%, a 12,00 reais, pesando negativamente no Ibovespa, tendo no radar relatório de analistas do Bradesco BBI cortando a recomendação das ações para “neutra” e reduzindo o preço-alvo de 18 para 14 reais. Eles também diminuíram a previsão para o lucro líquido da empresa de infraestrutura de mercado financeiro neste ano em 10%, a 4,8 bilhões de reais, atribuindo a decisão principalmente a volumes aquém das expectativas.
  • EMBRAER ON disparou 7,93%, a 33,35 reais, nova máxima de fechamento, endossada por relatório de analistas do JPMorgan, que reiteraram a recomendação “overweight” para as ações e elevaram o preço-alvo dos papéis de 28 para 51 reais – excluindo a contribuição da Eve, fabricante de aeronaves elétricas controlada pela Embraer. O papel já acumula em 2024 uma valorização de 48,95%.
  • CEMIG PN valorizou-se 2,40%, a 12,35 reais, após a companhia elétrica reportar lucro líquido de 1,88 bilhão de reais no quarto trimestre, um aumento de 34,1% em relação ao verificado em igual período do ano anterior, puxado por bons desempenhos da distribuidora de energia e da área de comercialização.
  • SABESP ON avançou 1,98%, a 80,30 reais, após mostrar alta de 84,7% no lucro líquido no quarto trimestre, para 1,19 bilhão de reais, em um desempenho superior ao esperado pelo mercado sobre o mesmo período de 2022. O presidente-executivo da empresa, André Salcedo, afirmou em teleconferência com analistas que a companhia de saneamento básico do Estado de São Paulo continua mirando o período de maio a agosto para a oferta de ações que resultará na privatização da empresa.
  • VALE ON caiu 1,15%, a 60,95 reais, no segundo dia seguido de queda, após um começo de semana mais positivo, mesmo com mais um dia de alta dos futuros do minério de ferro na China. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian encerrou as negociações do dia com alta de 1,50%, a 844 iuanes (116,79 dólares) a tonelada, com um aumento semanal de 6,1%.
  • PETROBRAS PN fechou em alta de 0,98%, a 36,05 reais, tendo como pano de fundo relatório de analistas do Itaú BBA elevando o preço-alvo das ações de 38 para 43 reais, enquanto reiteraram recomendação “market perform”. No exterior, o barril de petróleo Brent terminou o dia em baixa de 0,4%.
  • CPFL ENERGIA ON subiu 0,76%, a 34,67 reais, após divulgar um lucro líquido de 1,33 bilhão de reais para o quarto trimestre de 2023, queda de 3,5% na comparação anual, enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) alcançou 3,11 bilhões de reais, 18,2% abaixo do registrado um ano antes.
  • COGNA ON encerrou com elevação de 3,38%, a 2,45 reais, após um tombo de quase 12% na véspera, quando refletiu a recepção negativa ao prejuízo registrado no último trimestre do ano passado.
  • ITAÚ UNIBANCO PN cedeu 1,50%, a 33,72 reais, enquanto BRADESCO PN caiu 1,27%, a 13,96 reais.

 

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