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Haddad lamenta exceções da reforma tributária, mas acredita em reavaliação até 2032

Haddad, com uma gravata azul e blazer preto, fala ao microfone em um evento, expressando suas ideias sobre políticas públicas.

SÃO PAULO (Reuters) – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, lamentou nesta terça-feira que a reforma tributária aprovada no Congresso Nacional tenha ampliado as exceções para pagamento de impostos, mas disse acreditar que isso poderá ser reavaliado até 2032, quando termina seu prazo de transição.

“Se pudesse colocar um defeito nesta reforma — diante do caos que estamos vivendo, é até pecado dizer que é defeito — é a gente ampliar as exceções”, comentou Haddad durante evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista, acrescentando que isso leva a um aumento da alíquota média do novo tributo que substituirá os impostos e contribuições que vigoram hoje.

O ministro ponderou, no entanto, que a “luta não acabou” e que será preciso “trabalhar muito para a transição se concluir”. Pela legislação aprovada, haverá um período de transição na reforma tributária até o fim de 2032, com a implementação total da reforma prevista para 2033. “E até 2032 podemos, sim, reavaliar as exceções e diminuí-las”, acrescentou.

Haddad também aproveitou o evento com empresários na Fiesp para voltar a criticar as iniciativas do governo anterior, de Jair Bolsonaro.

“Grande legado do governo anterior foi redução do imposto sobre o jet ski”, alfinetou Haddad, lembrando ainda que parte da oposição ao governo Lula votou contra a reforma tributária. “Bolsonaro esteve no Congresso mudando voto para prejudicar a indústria”, disse.

Nos últimos meses, Haddad tem adotado em eventos públicos um discurso mais crítico à oposição e especificamente a Bolsonaro — ainda uma figura de destaque para o jogo eleitoral de 2026, apesar de estar tecnicamente inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

(Por Fabrício de Castro)

 

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