thomson reuters

BLOG | REVISTA DOS TRIBUNAIS

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Haddad diz que governo não pedirá prorrogação de prazo do STF sobre compensação à desoneração

Haddad diz que governo não pedirá prorrogação

BRASÍLIA (Reuters) – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo não pedirá uma extensão do prazo dado pelo Supremo Tribunal Federal, que acaba nesta quarta-feira, para a definição de compensação financeira para a desoneração da folha de pagamento.

Questionado, em entrevista a jornalistas na chegada à Fazenda após reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), sobre o que o governo fará caso as medidas não sejam votadas nesta quarta-feira Haddad disse que não é responsabilidade da pasta solucionar a questão.

“Tem uma decisão judicial. Não sou eu nem a Fazenda que vai decidir”, afirmou. “Não, nós não vamos pedir mais (prazo). Porque nós estamos no limite da responsabilidade. Não há mais tempo para fechar o ano.”

O ministro destacou a dificuldade em construir uma solução sobre o tema, que tem sido objeto de embate entre o governo e Congresso desde 2023 e afirmou que o alerta sobre a questão deve ser feito ao Legislativo e não à Fazenda

“Estamos mediando todas essas articulações para chegar ao final do ano com esse esforço fiscal adicional necessário para cumprir os nossos objetivos. Lembrando que, se essa questão já tivesse sido resolvida, nós não estaríamos nem discutindo o assunto. Estaríamos dentro da banda com toda a segurança e sem necessidade de nenhuma medida adicional”, disse.

Haddad afirmou ainda que a pauta da reunião com Lira, da qual também participou o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, foi uma prestação de contas sobre conceitos de contabilidade pública, entre eles o uso de recursos esquecidos em instituições financeiras como medida de compensação.

Em projeto de lei aprovado no Senado, que ainda depende de aprovação da Câmara, a destinação desses recursos ao Tesouro foi proposta pelo líder do governo na Casa, senador Jaques Wagner (PT-BA), como uma das medidas para compensar perdas de receitas com a desoneração da folha de pagamento de 17 setores e pequenos municípios.

O Banco Central já afirmou que a captação pelo governo de recursos esquecidos em instituições financeiras não pode ser classificada como receita primária, por não decorrer de uma transação econômica ordinária entre o setor público e o setor privado.

 

(Por Victor Borges)

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas

Post Relacionado

Brasil e Coreia do Sul concordam em ampliar cooperação em minerais e comércio

SEUL, 23 Fev (Reuters) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de uma reunião de cúpula em Seul nesta segunda-feira com o presidente sul-coreano Lee Jae Myung, onde concordaram em expandir a cooperação em setores como comércio, minerais críticos, tecnologia e cultura. Os líderes supervisionaram a assinatura de

Mãos unidas

Dia Mundial da Justiça Social: Os Direitos Sociais como Garantia Constitucional

Fotografia: REUTERS/Jitendra Prakash Dia Mundial da Justiça Social: Os Direitos Sociais como Garantia Constitucional Todo dia 20 de fevereiro, o calendário nos convida a uma pausa necessária. Não é um feriado comercial, mas uma data de reflexão profunda: o Dia Mundial da Justiça Social. Mas, afinal, o que isso significa

REVISTA DOS TRIBUNAIS
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.