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Europa Central se prepara para mais enchentes; número de mortos aumenta

enchentes na europa central

Por David W Cerny e Pawel Florkiewicz

JESENIK, República Tcheca/VARSÓVIA (Reuters) – O número de mortos na pior enchente que a Europa Central já viu em pelo menos duas décadas aumentou na segunda-feira, à medida que as autoridades de algumas áreas contabilizavam o custo do rastro de destruição deixado pelo dilúvio, enquanto outras se preparavam para a crise que as atingiria.

As áreas fronteiriças entre a República Tcheca e a Polônia foram duramente atingidas no fim de semana. As fortes chuvas que caíram desde a semana passada e o aumento dos níveis de água derrubaram algumas pontes, forçaram retiradas e danificaram carros e casas.

Pelo menos 15 pessoas morreram em inundações da Áustria à Romênia.

O governo da Polônia anunciou um estado de desastre natural nas áreas afetadas e disse que havia reservado 1 bilhão de zlotys (260 milhões de dólares) para ajudar as vítimas.

O primeiro-ministro Donald Tusk disse que estava em contato com os líderes de outros países afetados e que eles pediriam ajuda financeira à União Europeia.

Michal Piszko, prefeito da cidade polonesa de Klodzko, ao longo da fronteira com a República Tcheca, afirmou que a água havia baixado, mas que ajuda era necessária.

“Precisamos de água engarrafada e provisões secas… metade da cidade não tem eletricidade”, disse ele à rádio polonesa.

Imagens de televisão mostraram ruas em Klodzko repletas de detritos e lama. Na cidade polonesa de Nysa, um hospital foi esvaziado, e os pacientes, incluindo mulheres grávidas e idosos, foram levados em balsas.

Em Jesenik, uma cidade tcheca que foi inundada no domingo, uma limpeza foi iniciada depois que as águas baixaram, mostrando carros danificados e detritos nas ruas.

“Havia dois metros de água que atravessavam a rua… Há muitos, muitos carros destruídos”, disse o morador Zdenek Kuzilek. “Os telefones não estão funcionando, não há água, nem eletricidade.”

Enquanto a água recuava em algumas áreas, outras estavam reforçando defesas para as enchentes que se aproximavam.

O reservatório Topola no sul da Polônia transbordou e a água estava jorrando em direção à vila de Kozielno. Autoridades locais disseram que moradores de várias cidades e vilas próximas seriam retirados.

Em Breslávia, na região sudoeste da Silésia, o prefeito Jacek Sutryk disse que a cidade de cerca de 600.000 pessoas estava se preparando para o pico dos níveis de água na quarta-feira.

(Reportagem de Jason Hovet em Praga, Pawel Florkiewicz e Anna Wlodarczak-Semczuk em Varsóvia, Luiza Ilie em Bucareste, Gergely Szakacs e Krisztina Than em Budapeste, Francois Murphy em Viena)

 

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