thomson reuters

BLOG | REVISTA DOS TRIBUNAIS

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

EUA vão monitorar redes sociais de imigrantes, defensores de direitos levantam preocupações

Pessoa segurando uma pequena bandeira dos Estados Unidos, simbolizando patriotismo e envolvimento cívico em evento político.

Por Kanishka Singh

WASHINGTON (Reuters) – O governo dos Estados Unidos disse nesta quarta-feira que começará a rastrear as redes sociais de imigrantes e solicitantes de visto para monitorar o que chamou de “atividade antissemita”, levando a rápidas condenações de defensores dos direitos humanos, incluindo alguns judeus, que levantaram preocupações sobre liberdade de expressão e vigilância.

O governo do presidente Donald Trump tentou reprimir os protestos pró-palestinos contra o ataque militar devastador de Israel, aliado dos EUA, em Gaza, após a investida mortal do grupo islâmico palestino Hamas em outubro de 2023.

“Hoje, o Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA (USCIS, da sigla em inglês) começarão a considerar a atividade antissemita de estrangeiros nas redes sociais e o assédio físico de indivíduos judeus como motivos para negar solicitações de benefícios de imigração”, disse o USCIS, agência do Departamento de Segurança Interna, em comunicado.

A medida afetará imediatamente aqueles que solicitam o status de residente permanente legal, estudantes estrangeiros e aqueles afiliados a instituições educacionais ligadas a atividades antissemitas, acrescentou.

“Não há espaço nos Estados Unidos para os simpatizantes do terrorismo do resto do mundo.”

O governo Trump tem frequentemente rotulado as vozes pró-palestinos como antissemitas e simpatizantes de grupos militantes como o Hamas, o Hezbollah e os rebeldes houthis, que Washington designa como “terroristas”.

O governo está tentando deportar alguns estudantes estrangeiros, revogou vários vistos e alertou as universidades sobre cortes de verbas federais devido aos protestos pró-Palestina.

Os manifestantes, incluindo alguns grupos judeus, dizem que o governo Trump confunde suas críticas às ações de Israel em Gaza e o apoio aos direitos dos palestinos com antissemitismo e apoio ao extremismo.

Ativistas e especialistas em direitos humanos têm condenado o governo Trump, inclusive o anúncio desta quarta-feira, que, segundo eles, ameaça a liberdade de expressão e é semelhante à vigilância e à exclusão de imigrantes.

O grupo de liberdade de expressão Fundação para os Direitos Individuais e Expressão (Fire, da sigla em inglês) disse que o governo Trump estava “formalizando práticas de censura”.

“Ao vigiar os portadores de visto e de green card e visá-los com base em nada mais do que sua expressão protegida, o governo troca o compromisso dos Estados Unidos com o discurso livre e aberto pelo medo e pelo silêncio”, disse a Fire.

O Nexus Project, que combate o antissemitismo, disse que o governo Trump estava perseguindo os imigrantes em nome do combate ao antissemitismo e tratando o tema como um problema importado.

Defensores dos direitos humanos também levantaram preocupações sobre a islamofobia e o preconceito antiárabe durante a guerra entre Israel e Gaza. O governo Trump não anunciou medidas em resposta.

(Reportagem de Kanishka Singh em Washington)

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas

Post Relacionado

prompts para IA

Como escrever prompts para IA e otimizar seu trabalho jurídico?

A Inteligência Artificial Generativa deixou de ser promessa para se tornar uma aliada prática do profissional do Direito. Hoje, quem domina o “como perguntar” consegue extrair pesquisas mais rápidas, rascunhos mais sólidos, peças mais bem  estruturadas, rotinas mais eficientes e insights estratégicos.  O começo é bem tranquilo: aprender a criar

Reunião internacional com representantes de vários países, incluindo Venezuela, discutindo questões diplomáticas e econômicas.

Venezuela reclama com ONU sobre força naval dos EUA no Caribe

NAÇÕES UNIDAS (Reuters) – A Venezuela reclamou nesta quinta-feira com o secretário-geral da ONU, António Guterres, sobre o aumento da presença naval dos EUA no sul do Caribe e em águas próximas, disse o embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada. Ele disse que a Venezuela não constitui uma ameaça

Homem idoso com cabelo branco e barba, vestido com terno azul, falando ao microfone durante uma conferência com bandeira do Brasil ao fundo.

Não tenho pressa em adotar reciprocidade contra os EUA por tarifa, diz Lula

(Reuters) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira que não está com pressa para adotar medidas de reciprocidade contra os Estados Unidos, diante da imposição por Washington neste mês de uma tarifa de 50% sobro produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano. Falando em entrevista à Rádio

REVISTA DOS TRIBUNAIS
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.