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Dólar sobe após duas sessões de fortes perdas com prisão de Bolsonaro em foco

Nota de cinco dólares dos Estados Unidos com uma bandeira dos EUA ao fundo, simbolizando economia e dinheiro.

Por Fernando Cardoso

SÃO PAULO (Reuters) – O dólar à vista subia ante o real nesta terça-feira, recuperando parte das fortes perdas acumuladas nas duas sessões anteriores e conforme os investidores avaliavam o panorama das tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos depois da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Às 9h42, o dólar à vista subia 0,24%, a R$5,5203 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha alta de 0,12%, a R$5,561 na venda.

Os ganhos da moeda norte-americana nesta sessão ocorrem após dois pregões em que a divisa acumulou uma queda de 1,7% frente ao real, na esteira do crescimento das apostas de operadores em um corte na taxa de juros pelo Federal Reserve já em setembro, impulsionado por um relatório de emprego fraco nos EUA.

Diante das perdas recentes, alguns agentes financeiros aproveitavam para ajustar suas posições no mercado de câmbio, o que pressionava a divisa brasileira no pregão.

“O movimento reflete uma correção técnica após a forte queda da véspera. A desaceleração do mercado de trabalho nos EUA aumentou as apostas em uma mudança de postura do Fed, o que tem pressionado o dólar globalmente nos últimos dias”, disse João Duarte, especialista em câmbio da One Investimentos.

As atenções do mercado nacional continuam voltadas para o impasse comercial entre Brasil e EUA, um dia antes da entrada em vigor da tarifa de 50% do presidente Donald Trump sobre produtos brasileiros, em decisão que excluiu da taxa punitiva uma série de exportações.

O governo brasileiro continua buscando uma negociação para que mais produtos sejam isentos da tarifa mais alta, mas sem sucesso até o momento. Na véspera, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, voltou a afirmar que o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, demonstrou interesse em marcar uma reunião.

Tornando a situação mais incerta, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na segunda-feira a prisão domiciliar do ex-presidente Bolsonaro por considerar que houve reincidência do descumprimento de medidas cautelares impostas contra ele.

Quando anunciou a tarifa sobre produtos do Brasil em julho, Trump vinculou a decisão justamente ao tratamento que Bolsonaro vinha recebendo em seu julgamento pelo STF. A prisão do ex-presidente, portanto, gerava receios no mercado de uma reação de Washington.

“Com a agenda econômica internacional mais leve, o câmbio deve seguir oscilando ao ritmo das negociações entre Brasil e EUA. A reação da Casa Branca nas próximas horas será crucial para determinar o rumo do real no restante da semana”, apontou Duarte.

Mais cedo, o Banco Central divulgou a ata de sua mais recente reunião de política monetária, quando os membros decidiram manter a taxa de juros inalterada em 15%.

No documento, o BC apontou que a política tarifária dos EUA torna o cenário mais incerto e adverso para o Brasil, ressaltando que sua atuação focará nos mecanismos de transmissão do ambiente externo sobre a inflação local.

No cenário externo, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,41%, a 99,038.

 

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