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Dólar recua em linha com o exterior após reportagem indicar tarifas moderadas por Trump

Nota de cem dólares dos Estados Unidos, destacando o retrato de Benjamin Franklin, simbolizando riqueza e economia global.

Por Fernando Cardoso

SÃO PAULO (Reuters) – O dólar recuava ante o real nesta segunda-feira, em linha com as fortes perdas da moeda norte-americana em todo o mundo, com os investidores reagindo a uma notícia indicando que o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, deve adotar uma abordagem mais moderada na implementação de prometidas tarifas de importação.

Às 9h47, o dólar à vista caía 0,87%, a 6,1289 reais na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha baixa de 0,60%, a 6,178 reais na venda.

O jornal The Washington Post informou mais cedo que assessores de Trump, que retorna à Casa Branca em 20 de janeiro, estão explorando planos para implementar tarifas para todos os países do mundo, mas apenas sobre importações de produtos críticos para a segurança econômica e nacional do país.

A reportagem sugeriu planos tarifários a serem implementados pelo novo governo mais moderados do que os esperados anteriormente, com Trump tendo prometido no ano passado impor tarifas sobre todas as importações de parceiros comerciais importantes, como China, México e Canadá.

Uma vez que parte da alta global do dólar nos últimos meses tem tido as ameaças de tarifas de Trump como uma das causas principais, uma vez que poderiam provocar guerras comerciais e elevar a inflação nos EUA, a moeda norte-americana cedia amplamente nesta sessão.

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,88%, a 108,000, afastando-se de uma máxima de mais de dois anos atingida na semana passada.

Investidores também estão realizando ajustes após a alta volatilidade da semana passada, quando a baixa liquidez nos mercados permitiu que a divisa dos EUA acumulasse fortes ganhos em todo o mundo.

As atenções se voltarão nesta semana para uma série de dados de emprego nos EUA, com destaque para o relatório de criação de postos de trabalho fora do setor agrícola em dezembro, a ser divulgado na sexta-feira.

Agentes financeiros buscam novos sinais sobre a trajetória da taxa de juros do Federal Reserve, que indicou no mês passado que deve desacelerar o ritmo de cortes na taxa de juros nos próximos meses, após entregar 100 pontos-base acumulados de reduções em 2024.

As apostas de operadores colocam 90% de chance de os membros do banco central dos EUA manterem os juros inalterados na reunião deste mês.

No cenário doméstico, o foco do mercado nesta semana estará em torno de dados de inflação, incluindo a divulgação do IPCA de dezembro na sexta-feira.

Analistas têm apontado que a incerteza fiscal deve permanecer como principal fator de atenção para os investidores neste ano, depois que o real sofreu forte deterioração em 2024 devido aos receios do mercado com o compromisso do governo em equilibrar as contas públicas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reunirá nesta manhã com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que antecipou seu retorno das férias.

Analistas consultados pelo Banco Central subiram sua projeção para o nível da Selic neste ano, em meio a expectativas também mais altas para o avanço do IPCA em 2025 e 2026, de acordo com a pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira.

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, mostrou que a mediana das expectativas para a taxa básica de juros ao fim deste ano agora é de 15,00%, de 14,75% na semana anterior.

A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda um aumento na projeção para o IPCA em 2025, agora com alta de 4,99% — acima do teto da meta perseguida pelo BC –, ante 4,96% há uma semana. Em 2026, o avanço do índice foi estimado a 4,03%, acima dos 4,01% projetados anteriormente.

 

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