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Dólar oscila pouco com tarifa dos EUA sobre o Brasil e IOF em foco

Combinação de notas de dinheiro do Brasil e dos Estados Unidos com a palavra-chave foco para otimização de SEO.

Por Fernando Cardoso

SÃO PAULO (Reuters) – O dólar à vista oscilava pouco ante o real nesta quarta-feira, conforme os investidores demonstravam cautela enquanto aguardam novidades sobre as incertezas no radar, que incluem a ameaça tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o impasse entre governo e Congresso em torno do IOF.

Às 9h51, o dólar à vista subia 0,15%, a R$5,5677 na venda.

Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha alta de 0,21%, a R$5,585 na venda.

Por mais uma sessão, as tensões comerciais ocupavam a mente dos agentes financeiros, que seguem monitorando a resposta do governo brasileiro ao anúncio de Trump na semana passada de que vai impor uma tarifa de 50% sobre o país a partir de 1º de agosto.

Na véspera, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse que o governo trabalhará para reverter a tarifa “o mais rápido possível”, ponderando que poderá pedir mais prazo para negociar.

Do lado dos EUA, entretanto, vieram mais ameaças. O representante comercial Jamieson Greer disse na terça que iniciou uma investigação sobre práticas comerciais “injustas” do Brasil. O processo decidirá se o tratamento dado pelo país ao comércio digital é “discriminatório” para o comércio dos EUA.

O mercado nacional também observa o impasse em torno do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), depois que audiência de conciliação promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) entre o governo e o Congresso terminou sem acordo, com os dois lados apontando que preferem aguardar a decisão judicial.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na véspera que acredita em uma solução rápida para a divergência.

Com isso, diante das incertezas na cena doméstica, os investidores optavam pela cautela, sem realizar grandes apostas para qualquer direção, o que gerava pouca volatilidade no pregão.

“O mercado está em compasso de espera, mas com viés de proteção, aumentando a demanda por dólares”, disse Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital.

“O mercado está reagindo ao aumento das tensões Brasil-EUA. Essa investigação, que foi um expediente já usando pelos EUA contra outro países, está piorando um pouco a percepção. Indefinição do IOF também não foi bom”, completou.

No exterior, o foco também tem permanecido nas disputas comerciais, à medida que os mercados acompanham as negociações tarifárias dos EUA com seus principais parceiros, como União Europeia e Japão, antes do prazo de 1º de agosto para a entrada em vigor de tarifas mais altas.

Nesta semana, as atenções têm se voltado para o potencial impacto das taxas de importação sobre a inflação dos EUA, com números mostrando na véspera que a alta dos preços ao consumidor acelerou em junho, mas em linha com o esperado.

Operadores têm mantido as apostas de que o Federal Reserve deve cortar a taxa de juros até duas vezes neste ano, com a primeira redução possivelmente em setembro, apesar da pressão de Trump por cortes imediatos nos juros.

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — caía 0,03%, a 98,552.

 

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