thomson reuters

BLOG | REVISTA DOS TRIBUNAIS

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Congresso quer solução com governo para decreto do IOF, mas pode derrubá-lo, diz Motta

Homem de terno escuro e roupa social, com expressão de preocupação, tocando sua testa em um gesto de reflexão ou preocupação, em ambiente formal.

(Reuters) – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse nesta quinta-feira que o Congresso quer uma solução conjunta com o Planalto para os aumentos do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), mas alertou que um projeto de decreto legislativo para derrubar o decreto do governo sobre o tema pode ser aprovado.

Falando em coletiva de imprensa após reunião de líderes da Câmara, Motta apontou que a vontade majoritária dos deputados, no momento, seria derrubar o decreto do IOF, acrescentando que o “mais prudente” é fornecer ao governo tempo para apresentar alternativas.

“Tanto eu como o presidente (do Senado) Davi (Alcolumbre) poderíamos ontem ter pautado o PDL, com certeza teria sido aprovado aqui e no Senado. Mas nós não fizemos isso, porque nós queremos construir a solução com o governo”, disse Motta.

“Não há interesse do Poder Legislativo em tocar fogo no país. Nós temos compromisso com a nossa população e com o futuro do Brasil”, completou.

O presidente da Câmara defendeu que o governo elabore medidas “mais estruturantes” para enfrentar o déficit das contas públicas, e não que tome uma medida “pontual”, como seria o caso dos aumentos das alíquotas do IOF, segundo ele.

Mais cedo nesta quinta, Motta havia dito em publicação no X que estabeleceu prazo de dez dias para o Executivo apresentar uma alternativa à medida.

“Ontem à noite me reuni, ao lado do presidente (do Senado), Davi Alcolumbre, com o ministro (da Fazenda), Fernando Haddad, a ministra (das Relações Institucionais), Gleisi Hoffmann, e líderes. Reforcei a insatisfação geral dos deputados com a proposta de aumento de imposto do governo federal”, escreveu Motta no X.

“Combinamos que a equipe econômica tem 10 dias para apresentar um plano alternativo ao aumento do IOF. Algo que seja duradouro, consistente e que evite as gambiarras tributárias só para aumentar a arrecadação, prejudicando o país.”

Na quarta-feira, após reunião com Motta e Alcolumbre, Haddad afirmou aos jornalistas que disse aos presidentes das duas Casas do Congresso que, no momento, não há alternativa à elevação das alíquotas do IOF.

Os aumentos das alíquotas do IOF foram anunciados pelo governo inicialmente na quinta-feira passada, no fim da tarde, mas a equipe econômica reverteu alguns elementos do decreto horas depois, diante da repercussão negativa no mercado.

 

(Por Ricardo Brito e Fernando Cardoso)

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas

Post Relacionado

Ações chinesas encerram semana em baixa, com queda acentuada no setor de IA

XANGAI, 5 Jun (Reuters) – As ações da China continental encerraram a semana em baixa nesta sexta-feira, acompanhando a tendência de queda nos mercados asiáticos em geral, onde os investidores realizaram lucros com ações de inteligência artificial e semicondutores, em meio a uma forte alta registrada neste ano. No fechamento,

Empresas petrolíferas da Noruega e sindicatos chegam a acordo salarial, evitando greve

OSLO, 5 Jun (Reuters) – As empresas petrolíferas norueguesas chegaram a um acordo salarial com três sindicatos de trabalhadores, impedindo qualquer ação de greve que pudesse interromper a produção, informaram os negociadores de ambos os lados nesta sexta-feira. Os sindicatos afirmaram que cerca de 8% dos trabalhadores noruegueses do setor

Dólar oscila perto da estabilidade com mercado de olho no exterior

SÃO PAULO, 5 Jun (Reuters) – O dólar iniciou a sexta-feira pós-feriado próximo da estabilidade ante o real, enquanto no exterior a moeda norte-americana cai ante a maior parte das demais divisas, com investidores à espera de dados de emprego nos EUA e de novidades sobre as negociações no Oriente