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Congresso dos EUA tem quatro dias para evitar paralisação do governo

Congresso dos EUA tem quatro dias para evitar paralisação do governo

Congresso dos EUA tem quatro dias para evitar paralisação do governo

Por Moira Warburton e David Morgan

WASHINGTON (Reuters) – A quarta paralisação parcial do governo dos Estados Unidos em uma década está a quatro dias de distância nesta quarta-feira, com os republicanos da Câmara dos Deputados do país rejeitando preventivamente um projeto de lei bipartidário que avançava no Senado e que financiaria as agências federais norte-americanas até meados de novembro.

Centenas de milhares de funcionários federais receberão licença de seus postos e uma ampla gama de serviços, desde a divulgação de dados econômicos até benefícios nutricionais, serão suspensos se o Congresso não conseguir aprovar uma proposta que o presidente democrata Joe Biden possa sancionar até a meia-noite de sábado.

O Senado votou por uma esmagadora maioria de 77 votos a 19 na terça-feira para iniciar o debate sobre uma medida que financiaria o governo até 17 de novembro, além de autorizar cerca de 6 bilhões de dólares para respostas a desastres domésticos e outros 6 bilhões de dólares em ajuda à Ucrânia.

Os principais republicanos da Câmara dos Deputados rejeitaram a medida temporária do Senado, dizendo que qualquer medida de financiamento de curto prazo a ser aprovada pelo Congresso com o apoio deles deve abordar o fluxo de imigrantes através da fronteira dos EUA com o México.

“O projeto de lei do Senado continua financiando o plano de fronteira aberta de Biden. O país quer resolver a questão da fronteira aberta. Precisamos resolver o problema da fronteira aberta”, disse o líder da maioria na Câmara, Steve Scalise, o segundo republicano mais importante da Casa.

Mas os republicanos, que controlam a Câmara por uma margem estreita de 221 a 212, não propuseram sua própria medida para financiar totalmente o governo e, em vez disso, estão tentando aprovar uma série de projetos de lei para o ano fiscal completo que começa no domingo.

O presidente da Câmara, Kevin McCarthy, está enfrentando ameaças de membros da linha dura de seu próprio partido, que rejeitaram um acordo que ele negociou com Biden em maio para 1,59 trilhão de dólares em gastos discricionários no ano fiscal de 2024, exigindo, em vez disso, outros 120 bilhões de dólares em cortes.

Um pequeno número de membros da linha dura republicana também ameaçou destituir McCarthy de sua função de presidente da Casa se ele aprovar um projeto de lei de gastos que exija qualquer voto democrata para ser aprovado.

McCarthy disse que os republicanos da Câmara provavelmente apresentarão sua própria medida temporária na sexta-feira.

O impasse ocorre quatro meses depois que Washington flertou com a possibilidade de não pagar a dívida de mais de 31 trilhões de dólares do país, uma medida que teria abalado os mercados financeiros em todo o mundo. A repetição do impasse político tem preocupado as agências de classificação de crédito, e a Moody’s alertou esta semana que uma paralisação poderia prejudicar a capacidade de crédito do país.

Outro rebaixamento da classificação de crédito dos EUA poderia elevar ainda mais os custos dos empréstimos – e a dívida do país.

(Reportagem de Moira Warburton, Richard Cowan e David Morgan)

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