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Comércio com o Irã faz do Brasil alvo para mais tarifas dos EUA, mostram dados

Imagem aérea de um porto com contêineres coloridos e embarcações de carga, mostrando a movimentação no transporte marítimo.

Por Ana Mano e Marcela Ayres

SÃO PAULO/BRASÍLIA, 13 Jan (Reuters) – O Brasil teve um superávit comercial de US$2,9 bilhões com o Irã no ano passado, segundo dados do governo, o que torna o país um candidato em potencial para novas tarifas dos Estados Unidos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na segunda-feira que qualquer país que fizer negócios com o Irã enfrentará uma taxa tarifária de 25% sobre qualquer comércio com os EUA, conforme Washington responde à turbulência política no Irã, que está passando por seus maiores protestos contra o governo em anos.

Em meados de 2025, o Brasil enfrentou tarifas adicionais dos EUA sobre produtos como carne bovina, café e suco de laranja. Posteriormente, Washington mudou de rumo, removendo parcialmente as tarifas extras para evitar a pressão inflacionária no país. No entanto, alguns produtos ainda estão sujeitos a tarifas, incluindo calçados, peixes e madeira.

As exportações brasileiras para o Irã consistem principalmente de milho e soja, que representaram 67,9% e 19,3% do total das exportações do país para a nação persa em 2025.

O Irã foi o principal destino do milho brasileiro no ano passado, importando 9,1 milhões de toneladas métricas, de acordo com dados comerciais. O Egito e a China, o principal parceiro comercial do Brasil em geral, importaram juntos 9,5 milhões de toneladas de milho, segundo os mesmos dados.

O Brasil importou quase US$85 milhões em produtos do Irã, principalmente fertilizantes como ureia, além de frutas e nozes, segundo os dados.

(Reportagem de Ana Mano em São Paulo e Marcela Ayres em Brasília)

 

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