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Banco Mundial vê resiliência do crescimento global em 2026 apesar de tarifas, mas com dinamismo em declínio

Imagem de um edifício moderno na cidade durante a noite, com janelas iluminadas e luzes de movimento na rua em frente ao prédio.

Por David Lawder

WASHINGTON, 13 Jan (Reuters) – A economia global está se mostrando mais resiliente do que o esperado, com o crescimento do PIB em 2026 devendo melhorar ligeiramente em relação às previsões de junho passado, disse o Banco Mundial nesta terça-feira, ao mesmo tempo em que alertou que o crescimento está muito concentrado nos países avançados e, em geral, muito fraco para reduzir a pobreza extrema.

O relatório semestral Perspectivas Econômicas Globais do Banco Mundial mostra que o crescimento da produção global desacelerará ligeiramente para 2,6% este ano, de 2,7% em 2025, antes de voltar a 2,7% em 2027.

A previsão para o PIB de 2026 aumentou 0,2 ponto percentual em relação às últimas previsões divulgadas em junho, enquanto o crescimento de 2025 excederá a projeção anterior em 0,4 ponto.

O Banco Mundial disse que cerca de dois terços da revisão para cima refletem o crescimento melhor do que o esperado nos Estados Unidos, apesar dos problemas no comércio causados pelas tarifas. Ele prevê que o crescimento do PIB dos EUA atingirá 2,2% em 2026, em comparação com 2,1% em 2025.

Depois que um aumento nas importações para superar as tarifas no início de 2025 afetou o crescimento dos EUA naquele ano, incentivos fiscais maiores ajudarão o crescimento em 2026, compensados pelo peso das tarifas sobre o investimento e o consumo, disse o Banco Mundial.

Porém, se as previsões atuais se mantiverem, a década de 2020 está a caminho de ser a mais fraca para o crescimento global desde os anos 1960 e será muito baixa para evitar a estagnação e o desemprego nos mercados emergentes e nos países em desenvolvimento, afirmou o credor global.

“A cada ano que passa, a economia global tem se tornado menos capaz de gerar crescimento e aparentemente mais resiliente à incerteza das políticas”, disse Indermit Gill, economista-chefe do Banco Mundial, em um comunicado. “Mas o dinamismo econômico e a resiliência não podem divergir por muito tempo sem fraturar as finanças públicas e os mercados de crédito.”

O crescimento dos mercados emergentes e das economias em desenvolvimento desacelerará para 4,0% em 2026, em comparação com 4,2% em 2025, aumentos de 0,2 e 0,3 ponto percentual em relação às previsões de junho, respectivamente.

Para o Brasil, a estimativa do Banco Mundial é de uma expansão de 2,0% em 2026, depois de crescimento de 2,3% em 2025, recuos respectivamente de 0,2 e 0,1 ponto percentual em relação a junho.

Porém, excluindo a China, a taxa de crescimento de 2026 para os mercados emergentes e das economias em desenvolvimento será de 3,7%, sem alterações ante 2025, informou o Banco Mundial.

O crescimento da China diminuirá de 4,9% para 4,4% em 2026, mas ambas as previsões aumentaram 0,4 ponto percentual em relação a junho, devido ao estímulo fiscal e ao aumento das exportações para mercados fora dos EUA.

(Reportagem de David Lawder)

 

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