thomson reuters

BLOG | REVISTA DOS TRIBUNAIS

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Argentina entra em recessão técnica e perdas de empregos crescem com Milei

pessoas andando na faixa de pedestres

Por Hernan Nessi e Aida Pelaez-Fernandez

BUENOS AIRES (Reuters) – A Argentina entrou em uma recessão técnica no primeiro trimestre do ano, mostraram dados oficiais nesta segunda-feira, e a perda de empregos aumentou, em meio a uma dura política de austeridade do presidente libertário Javier Milei, que está priorizando a restauração da ordem fiscal.

O Produto Interno Bruto argentino caiu 2,6% no primeiro trimestre do ano, em comparação ao último trimestre de 2023, a segunda contração consecutiva trimestre a trimestre, a definição habitual de recessão.

O trimestre marca o primeiro período completo com Milei, que assumiu o poder em dezembro após ganhar uma eleição surpreendente no ano passado, na qual fez campanha com uma motosserra para ilustrar os seus planos de cortar gastos e acabar com o déficit orçamentário.

A agência de estatísticas oficial Indec também divulgou dados sobre o mercado de trabalho, que mostraram que a taxa de desemprego chegou a 7,7% no primeiro trimestre, ante 5,7% no fim do ano passado, Isso significa aproximadamente 300.000 novas pessoas desempregadas desde o trimestre anterior.

A inflação de três dígitos e a recessão atingiram os consumidores com força e prejudicaram as vendas de produtos, enquanto os cortes de gastos de Milei paralisaram projetos estatais de infraestrutura e provocaram grandes perdas de postos de trabalho em setores como a construção.

Milei, um economista e ex-comentarista, tem argumentado que o país precisa colocar as finanças em ordem após anos de déficits fiscais que levaram a calotes regulares da dívida soberana e feriram a reputação do país com investidores globais.

Desde que assumiu o poder, ele tem estimulado os mercados com um foco firme no superávit fiscal, o que, por enquanto, ele conseguiu produzir. Títulos e ações tiveram uma forte recuperação, mas a economia foi atingida, com o crescimento da pobreza e da falta de moradia.

Ele argumenta que um remédio fiscal duro é necessário e que a economia começará a dar a volta por cima.

Dados do Indec mostraram que, na comparação ano a ano, a economia caiu 5,1% no primeiro trimestre, enquanto analistas previam uma contração de 5,25%.

O consumo privado caiu 6,7% em termos anuais no trimestre, e o consumo público recuou 5%, segundo os dados. As importações despencaram 20,1%, mas as exportações subiram 26,1%.

(Reportagem de Aida Pelaez-Fernandez e Hernan Nessi)

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais lidas

Post Relacionado

Lei de Execução Penal Comentada: o que mudou nas regras de monitoramento em 2026?

Lei de Execução Penal Comentada: o que mudou nas regras de monitoramento em 2026?

A execução penal é uma das áreas do Direito que mais exige atualização constante. Embora grande parte dos debates jurídicos costume se concentrar na investigação criminal ou no processo de conhecimento, é na fase de cumprimento da pena que muitas decisões produzem efeitos concretos na vida das pessoas, do sistema

El Niño pode beneficiar safras do Brasil e da Argentina, aponta relatório

CIDADE DO MÉXICO, 25 Jun (Reuters) – O El Niño pode trazer um alívio raro para algumas regiões da América Latina, com o Brasil e a Argentina entre os países menos expostos à inflação dos preços dos alimentos causada pelo fenômeno climático e, potencialmente, em posição de se beneficiar de

Brasil registra déficit em conta corrente menor do que o esperado em maio

SÃO PAULO, 26 Jun (Reuters) – O Brasil registrou déficit em transações correntes menor do que o esperado em maio, ao mesmo tempo em que os investimentos diretos no país superaram as expectativas, mostraram dados do Banco Central nesta sexta-feira. Em maio, o rombo em transações correntes chegou a US$3,185

Brasil tem desemprego de 5,6% no tri até maio, diz IBGE

RIO DE JANEIRO, Jun 26 (Reuters) – A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,6 por cento nos três meses até maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 5,6

REVISTA DOS TRIBUNAIS
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.