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Taxa de desemprego no Brasil renova mínima histórica no tri até outubro, a 5,4%

Laranja colhida no pomar com um trabalhador ao fundo, durante o dia ensolarado, representando a agricultura e a produção de frutos no Brasil.

Por Camila Moreira e Rodrigo Viga Gaier

SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) – A taxa de desemprego no Brasil renovou o nível mais baixo da série histórica do IBGE ao marcar 5,4% no trimestre até outubro, com o menor número de desocupados já registrado, mostrando que o mercado de trabalho segue aquecido.

Analistas, no entanto, alertam para sinais de moderação gradual.

A leitura da Pnad Contínua divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou ainda um pouco abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de 5,5%.

Nos três meses imediatamente anteriores, até julho, a taxa de desemprego havia sido de 5,6%, enquanto no mesmo período do ano anterior foi de 6,2%.

O resultado do trimestre até outubro mostrou ainda recuo frente à taxa de 5,6% nos três meses até setembro, que era até então o menor patamar da série iniciada em 2012.

O mercado de trabalho no Brasil vem mostrando força durante todo o ano de 2025, permanecendo em mínimas recordes. Isso ajuda a mitigar a desaceleração da atividade econômica diante da política monetária contracionista, mas dificulta o controle da inflação em meio a um rendimento elevado dos trabalhadores.

No trimestre até outubro, a renda dos trabalhadores foi recorde, em R$3.528, com altas de 0,8% sobre os três meses até julho e de 3,9% no ano.

O Banco Central tem mantido a taxa básica de juros Selic em 15% ao ano, maior nível em duas décadas, na tentativa de levar a inflação à meta contínua de 3%, sem indicar quando poderá iniciar um ciclo de cortes nos juros.

“O elevado contingente de pessoas ocupadas nos últimos trimestres contribui para a redução da pressão por busca por ocupação e, como resultado, a taxa de desocupação segue em redução”, disse Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE.

Nos três meses até outubro, o número de desempregados caiu para o menor contingente desde o início da pesquisa, chegando a 5,910 milhões. Isso representa um recuo de 3,4% na comparação com o trimestre imediatamente anterior e queda de 11,8% sobre o mesmo período do ano passado.

Já o total de ocupados avançou 0,1% na comparação trimestral e 0,9% na base anual, a 102,555 milhões, também patamar recorde.

“A Pnad Contínua de outubro registrou a terceira queda consecutiva da população ocupada na série com ajuste sazonal, sinalizando que o mercado de trabalho começa a refletir, ainda que de maneira muito lenta, a desaceleração da atividade”, alertou Leonardo Costa, economista do ASA.

Os trabalhadores com carteira assinada no setor privado somaram 39,182 milhões no período, alta de 0,2% sobre os três meses até julho, renovando também seu recorde. Os que não tinham carteira aumentaram 1,0%, a 13,605 milhões.

No entanto, Ariane Benedito, economista-chefe do PicPay, chamou a atenção para os dados do Caged divulgados na véspera, mostrando que o Brasil abriu 85.147 vagas formais de trabalho em outubro, pior saldo já registrado para o mês na série histórica do Novo Caged e abaixo do esperado. Segundo ela, os indicadores sugerem desaceleração da dinâmica do mercado de trabalho.

“O resultado de outubro (do IBGE) confirma um mercado de trabalho ainda aquecido, mas em fase avançada do ciclo, com sinais claros de moderação tanto no emprego formal quanto no conjunto da ocupação medida pela Pnad. Após ter atingido o menor desemprego da série, a desocupação tende a se estabilizar e apresentar leve alta nas próximas leituras”, disse ela.

 

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