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Tarifas tornam inviável exportação de carne bovina ao mercado dos EUA, diz Abiec

Cubos de carne bovina pendurados e prontos para preparo, ideal para churrasco ou assados, em ambiente de açougue bem iluminado.

RIO DE JANEIRO (Reuters) – As tarifas de 50% anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Brasil tornam inviáveis as exportações de carne bovina brasileira ao mercado norte-americano, afirmou nesta sexta-feira o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa.

Segundo o representante da indústria de carne bovina, alguns contratos de exportação de carne bovina aos EUA precisariam ser revistos por conta de tarifação adicional.

“É óbvio que os contratos estabelecidos terão que ser revistos. Com essa tarifação é inviável economicamente que o Brasil envie carne aos Estados Unidos”, disse ele, que está nos EUA em um evento do setor.

A Abiec representa empresas como JBS, Marfrig e Minerva com sede no Brasil, maior exportador global de carne bovina. O país vinha ampliando as exportações aos EUA, atualmente o segundo maior cliente das indústrias brasileiras, após a China.

Perosa, que falou em videoconferência para jornalistas em evento da Associação da Imprensa Estrangeira e da Confederação Nacional do Comércio, disse ainda que a “indústria do Brasil decidiu pausar a produção para o mercado dos Estados Unidos no momento”.

“Aguardamos as negociações, trabalhamos do lado privado até para tentar convencer o governo americano a retroceder nessa medida”, disse ele.

A questão pode dificultar a vida de consumidores no mercado dos EUA, que lida com baixa oferta de gado. Uma tarifa de 50% sobre produtos do Brasil provavelmente vai aumentar os preços da carne bovina usada nos hambúrgueres, disseram comerciantes e analistas à Reuters.

Perosa explicou que há incertezas sobre as cargas que estão a caminho do mercado norte-americano.

Por outro lado, avalia que a indústria brasileira buscará outros mercados, diante das tarifas anunciadas por Trump, especialmente na Ásia.

“A União Europeia é um grande mercado consumidor. Acho que o mercado global de carne bovina é dinâmico e pode ser que seja o destino. Mas hoje, o principal foco dos produtores brasileiros com relação à carne bovina é a Ásia”, afirmou.

Ele citou ainda o Oriente Médio como eventual destino da carne que não será exportada aos EUA.

“A demanda da Ásia é muito maior do que a demanda europeia hoje sobre a carne bovina brasileira. Então, eu acredito que nós teremos que redirecionar isso.”

A indústria ainda está em negociações para abrir outros mercados para a carne bovina, como a Coreia do Sul e o Japão.

 

(Por Rodrigo Viga Gaier; texto de Roberto Samora)

 

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