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Setores de transporte e combustíveis pedem rigor em testes para uso de mais biodiesel

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SÃO PAULO, 9 Abr (Reuters) – Entidades que representam os setores de transporte, petróleo e derivados, de distribuição de combustíveis, postos e importadores de diesel e gasolina defenderam nesta quinta-feira a manutenção do rigor técnico nos testes antes de qualquer decisão sobre o aumento da mistura de biodiesel no Brasil, conforme uma nota conjunta.

O pedido visa “garantir a segurança operacional e a integridade da frota brasileira do Ciclo Diesel”, afirmou o comunicado, assinado por Abicom, CNT, IBP, Federação Brasilcom, Fecombustíveis, SindTRR, Sindoco e Semove.

As entidades destacaram que o “cumprimento integral” da Lei do Combustível do Futuro exige a comprovação da viabilidade técnica e que crises conjunturais, como a gerada pela guerra no Irã, “não devem ser utilizadas como fator de simplificação de procedimentos técnicos ou o afrouxamento de requisitos de qualidade”.

“O Brasil possui frota de veículos a diesel extremamente diversificada e, neste contexto, o respeito ao consumidor final e a eficiência da cadeia logística nacional dependem de especificações rigorosas que não podem ser flexibilizadas por fatores de mercado momentâneos”, afirmou a nota.

A manifestação acontece antes de o governo decidir sobre um pedido de produtores de biodiesel para acelerar testes sobre a viabilidade da adoção da mistura de até 20% de biodiesel no diesel, ante 15% atuais, em momento em que a indústria do biocombustível vê oportunidades para avançar devido aos preços mais altos do diesel.

Uma fonte do governo disse à Reuters na véspera que uma decisão era aguardada em reunião na sexta-feira.

Uma aceleração do processo de testes poderia acontecer com a contratação de mais dois laboratórios especializados, o que reduziria o tempo para a conclusão das avaliações de 14 meses para 4 meses, conforme estimativas preliminares. O setor de biodiesel se dispõe a colaborar com custos do processo.

Segundo a fonte do governo, que falou na condição de anonimato, eventual investida nesse sentido não mira o afrouxamento das exigências, mas apenas permitir que o tempo total do processo seja reduzido.

A proposta para testes mais céleres é apoiada pela AliançaBiodiesel, uma nova entidade formada pela Abiove e pelo grupo de biocombustíveis Aprobio, lançada na quarta-feira em Brasília.

O objetivo é garantir a aprovação de misturas de até 20% em uma única etapa, mesmo que a implementação determinada pelo governo seja gradual, evitando a necessidade de testes demorados a cada novo incremento, disse o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), André Nassar.

O Brasil importa cerca de um quarto do diesel que consome. Como o biodiesel brasileiro está agora mais barato que o diesel importado, misturas mais altas aumentam a segurança energética, argumentou Nassar, em entrevista à Reuters.

 

(Por Roberto Samora; edição de Marta Nogueira)

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