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Plano para enfrentar efeito de tarifa dos EUA não deve demandar exceção a regras fiscais, diz Haddad

Imagem de um político brasileiro falando em discurso, usando terno azul e gravata rosa, com fundo de madeira.

Por Bernardo Caram

BRASÍLIA (Reuters) – O governo federal prevê que, neste momento, nenhuma medida de enfrentamento aos efeitos das tarifas dos EUA demandará gastos públicos por fora de regras fiscais, disse nesta segunda-feira o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, acrescentando que a despesa prevista para o plano é pequena.

Em entrevista à BandNews, Haddad acrescentou que podem ser implementadas iniciativas financeiras, sem impacto no resultado primário, como linhas de crédito direcionadas a setores afetados pela tarifa de 50% a ser cobrada a partir desta semana pelos EUA sobre uma série de produtos brasileiros.

“Neste momento, nós não estamos prevendo nenhuma medida que saia dos marcos estabelecidos pela legislação atual, então nós vamos seguir o curso do ponto de vista fiscal”, afirmou, pontuando que o plano de contingência tem uma lista de medidas a serem escolhidas a depender da necessidade.

Em uma alternativa para apoiar setores, o ministro disse que o governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), pediu que o governo compre pescados, setor afetado pela tarifa, e direcione o produto a escolas. Haddad acrescentou que uma iniciativa nessa linha pode incluir frutas e outros tipos de alimentos.

O ministro disse que exportadores de commodities que não entraram na lista de exceções à tarifa da gestão do presidente Donald Trump, como carne e café, não terão dificuldade de redirecionar suas produções a outros países. Mas o governo está preocupado com setores que produzem artigos sob medida para a economia norte-americana, segundo ele.

Na entrevista, Haddad voltou a afirmar que o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, demonstrou interesse em marcar uma reunião para debater o tema das tarifas. A conversa pode ocorrer nesta semana, disse.

“O principal motivo do nosso encontro é separar as coisas. A nossa soberania não está em discussão, a nossa democracia não está em discussão. As nossas relações bilaterais estão em discussão”, afirmou.

Perguntado sobre o que o Brasil poderá levar às negociações, Haddad mencionou que o país tem minerais críticos e terras raras e pode fazer acordos de cooperação com os Estados Unidos, como para a produção de baterias mais eficientes.

Ele ponderou que o Brasil deseja ampliar parcerias com os EUA, mas não na condição de satélite ou de colônia do país norte-americano.

 

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