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Petróleo sobe 1% em negociações instáveis enquanto mercado avalia turbulência na Venezuela

Homem e duas crianças em motos na orla de um litoral com um navio de grande porte ao fundo navegando no mar, céu parcialmente nublado.

Por Georgina McCartney

HOUSTON, 5 Jan (Reuters) – Os preços do petróleo subiam mais de 1% nesta segunda-feira, com os operadores avaliando o possível impacto sobre os fluxos de petróleo da Venezuela, que abriga as maiores reservas de petróleo do mundo, com a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.

Os contratos futuros do petróleo Brent subiam 1,47%, a US$61,64 por barril, por volta de 14:15 (horário de Brasília). O petróleo West Texas Intermediate dos Estados Unidos subia 1,55%, a US$58,21.

Ambos os contratos de referência subiram mais de US$1 nas negociações do final da manhã, depois de caírem mais de US$1 mais cedo em uma sessão volátil, com os investidores digerindo as notícias da captura de Maduro e de que Washington assumiria o controle do membro da Opep, cujas exportações de petróleo estavam sob um embargo dos Estados Unidos que permanece em vigor.

“A incógnita para o mercado de petróleo é como os fluxos de petróleo da Venezuela mudarão devido a ações dos EUA”, disseram os analistas da Aegis Hedging em uma nota.

Em um mercado global com oferta abundante de petróleo, alguns analistas disseram que qualquer outra interrupção nas exportações da Venezuela teria pouco impacto imediato sobre os preços.

A produção venezuelana de petróleo despencou nas últimas décadas, restringida pela má administração e pela falta de investimentos estrangeiros após a nacionalização das operações petrolíferas nos anos 2000.

A produção média foi de cerca de 1 milhão de barris por dia no ano passado, o que equivale a cerca de 1% da produção global.

O presidente interino da Venezuela se ofereceu no domingo para cooperar com os Estados Unidos.

“Espero que o ataque naval e o bloqueio sejam suspensos e, por fim, que as sanções sejam suspensas, permitindo que grande parte, se não todo, o petróleo venezuelano retido no mar e no armazenamento alfandegado seja disponibilizado para o mercado”, disse Simon Wong, gerente de portfólio da Gabelli Funds, acrescentando que levará algum tempo para que a Venezuela aumente a produção.

(Reportagem adicional de Shadia Nasralla, Florence Tan, Yusuke Ogawa, Swati Verma, Arunima Kumar, Sudarshan Varadhan e Ahmad Ghaddar)

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