San Francisco, 21 Jan – A OpenAI está ampliando seus esforços para convencer governos globais a construir mais centros de dados e incentivar um maior uso da inteligência artificial em áreas como educação, saúde e preparação para desastres.
A iniciativa, chamada OpenAI for Countries, ampliará o alcance de seus produtos e ajudará a diminuir a diferença entre países com amplo acesso à tecnologia de IA e nações que ainda não têm essa capacidade, afirmou a empresa.
A OpenAI também espera incentivar um uso mais profundo de suas ferramentas, acrescentando que os sistemas de IA são capazes de tarefas mais complexas do que muitas pessoas imaginam.
“A maioria dos países ainda está operando muito aquém do que os sistemas de IA atuais tornam possível”, afirmou a empresa em um comunicado compartilhado com a Reuters.
A OpenAI deu início à iniciativa internacional no ano passado e nomeou o ex-ministro das Finanças britânico George Osborne para supervisionar o projeto em dezembro. Osborne e Chris Lehane, diretor de assuntos globais da OpenAI, estão apresentando o projeto a autoridades governamentais esta semana em Davos.
A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla que ajudou a consolidar a OpenAI, criadora do ChatGPT, na vanguarda do auge da IA. A empresa avaliada recentemente em US$500 bilhões está explorando uma oferta pública que pode chegar a US$1 trilhão.
Onze países aderiram à OpenAI for Countries. Cada acordo é estruturado de maneira diferente.
A Estônia, por exemplo, está incorporando a ferramenta educacional da OpenAI, ChatGPT Edu, em escolas secundárias de todo o país. Na Noruega e nos Emirados Árabes Unidos, a OpenAI está trabalhando com outras empresas para construir centros de dados e se tornar seu primeiro cliente.
Na quarta-feira, os executivos da OpenAI disseram que esperavam trabalhar com governos em outras áreas, como planejamento de desastres. Na Coreia do Sul, a OpenAI está explorando um acordo com a autoridade governamental responsável pelos recursos hídricos para construir um sistema de alerta e defesa em tempo real contra desastres hídricos causados pelas mudanças climáticas.
(Reportagem de Deepa Seetharaman em San Francisco)




