JACARTA, 1 Abr (Reuters) – A associação de óleo de palma da Indonésia disse nesta quarta-feira que a demanda de matéria-prima para biodiesel deve atingir cerca de 15 milhões de toneladas este ano, um aumento de 2 milhões de toneladas em relação ao ano passado, ao incorporar a mistura B50 de biodiesel à base de óleo de palma.
A implementação do B50 em 1º de julho — uma mistura de 50% de biodiesel à base de óleo de palma e 50% de diesel convencional — faz parte de um programa mais amplo do governo da Indonésia para mitigar os riscos da guerra do Irã.
A mandato de biodiesel na Indonésia, o maior exportador de óleo de palma do mundo, sustentou os preços do óleo de palma nos últimos anos, já que o aumento da mistura limitou a oferta no mercado global.
As exportações de óleo de palma em 2026 devem cair para cerca de 30 milhões de toneladas, disse a associação do setor, conhecida como GAPKI, ante 32 milhões de toneladas no ano passado.
A Indonésia exportou 4,54 milhões de toneladas de óleo de palma bruto e refinado nos dois primeiros meses de 2026, um aumento de 36,26% em relação ao mesmo período do ano anterior, mostraram dados do departamento de estatísticas na quarta-feira.
A Indonésia elevou sua taxa de exportação de óleo de palma bruto de 10% para 12,5% do preço de referência do CPO, conforme demonstrou um regulamento do Ministério das Finanças no mês passado. Essa medida, segundo as autoridades, foi tomada para ajudar a cobrir o custo do aumento do mandato do biodiesel.
Hadi Sugeng, secretário-geral do GAPKI, disse à Reuters nesta quarta-feira que, apesar da mudança para o B50, ele esperava que a taxa de exportação de óleo de palma fosse mantida, já que a diferença de preço entre o óleo de palma e o gasóleo estava diminuindo.
A Indonésia financia seu programa de biodiesel usando os recursos da taxa de exportação de óleo de palma, já que o biodiesel é normalmente mais caro do que o diesel de petróleo.
(Reportagem de Bernadette Christina; texto de Stanley Widianto)




