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Ibovespa renova recorde de fechamento com estrangeiros e IPCA-15

Imagem de tela de negócios financeiros exibindo cotações de ações, índices e moedas em uma plataforma de trading, com números em destaque em cores variadas.

Por Igor Sodre

SÃO PAULO, 27 Jan (Reuters) – O Ibovespa encerrou a terça-feira em forte alta, atingindo novos recordes históricos intradia e de fechamento, acima dos 182 mil pontos, em meio a continuidade de fluxos de investidores estrangeiros para a bolsa e após dados do IPCA-15 mostrarem uma desaceleração da alta de preços em janeiro.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 1,79%, a 181.919,13 pontos. Na mínima, marcou 178.852,46 pontos e, na máxima, registrou 183.359,56 — maior nível intradia registrado na história do índice. O volume financeiro somou R$35,23 bilhões.

Logo pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) — considerado uma prévia da inflação oficial — subiu 0,20% em janeiro, contra uma alta de 0,25% em dezembro. Já a taxa em 12 meses até janeiro foi para uma alta de 4,50%, de 4,41% em dezembro, no limite do teto da meta contínua para a inflação. Ainda assim, os números ficaram em linha com as projeções de economistas ouvidos pela Reuters, que esperavam taxas de 0,21% em janeiro e 4,51% em 12 meses.

Para o consultor sênior da Zero Markets Brasil, Otavio Araújo, o dado divulgado nesta terça “reforça a leitura de inflação sob controle e, de alguma forma, isso mantém viva a discussão sobre o espaço para um possível início de cortes de juros um pouco mais à frente”.

A visão positiva do indicador, somada a um dólar mais comportado nesta terça-feira e ao fluxo para a bolsa, sustentou a performance de blue chips como Petrobras, Vale e bancos, ajudando o índice a renovar máximas recentes.

O foco dos investidores se volta agora para a chamada “superquarta”, que trará as decisões de juros do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve.

A expectativa do mercado é que o BC mantenha a taxa Selic em 15%, assim como também é esperado que o Fed faça a manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75%. Contudo, a possibilidade do anúncio de um novo chair para o BC norte-americano em breve e as preocupações dos investidores sobre a independência da autarquia aumentam as expectativas do mercado pelo encontro.

Além da decisão do Fed, nos EUA os agentes também aguardam nesta semana os balanços de empresas de peso que fazem parte das chamadas “7 Magníficas”: Microsoft, Apple, Tesla e Meta. Em Nova York, o S&P 500 fechou em alta de 0,41%, para 6.978,58 pontos.

 

DESTAQUES

VALE ON subiu 2,2%, na contramão do recuo dos preços dos contratos futuros do minério de ferro na China, que caíram pelo segundo dia consecutivo pressionados por preocupações persistentes sobre a demanda pelo principal ingrediente de fabricação de aço no país. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian encerrou a sessão do dia com queda de 0,51%.

PETROBRAS PN valorizou 2,18%, dando suporte aos ganhos do Ibovespa, em linha com o comportamento do petróleo no exterior, com o Brent fechando em alta de 3,02%.

SANTANDER BRASIL UNIT fechou em alta de 3,18%, com os bancos impulsionando os ganhos do índice. BRADESCO PN ganhou 2,63%, ITAÚ UNIBANCO PN avançou 2,65%, BANCO DO BRASIL ON teve alta de 1,19% e BTG PACTUAL UNIT subiu 2,44%.

YDUQS ON disparou 6,96%, após o Itaú BBA elevar a recomendação do grupo de “market perform” para “outperform” e, também, o preço-alvo, de R$16,00 para R$19,00 por ação.

CYRELA ON subiu 6,17%, ficando entre uma das principais altas do Ibovespa pela maior sensibilidade às taxas de juros, assim como ASSAÍ ON, que ganhou 5,47% e LOCALIZA ON, que avançou 4,4%.

MARFRIG ON perdeu 1,11% e MINERVA ON caiu 0,81%, sendo alguns dos destaques negativos do índice, em dia de perdas para o setor frigorífico.

 

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