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Haddad cita “excessos” nas “bets” e diz que governo está atento

Haddad cita "excessos" nas "bets" e diz que governo está atento

(Reuters) – O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou na noite desta quinta-feira à Reuters que o mercado de “bets” no Brasil tem “excessos” e que o governo está atento aos exageros, em especial à publicidade das casas de apostas on-line.

Mais cedo, Haddad havia afirmado a repórteres em Brasília que a partir de sexta-feira cerca de 2.040 sites de apostas não autorizados a funcionar serão retirados do ar. Ele também fez um apelo para que os apostadores que tenham dinheiro nessas plataformas façam o resgate o quanto antes.

“Há excessos e vamos olhar sobretudo a publicidade”, disse Haddad à noite, no Rio de Janeiro, após participar da abertura do 23º Congresso Brasileiro de Corretores de Seguros.

O governo tem manifestado preocupação com os gastos dos brasileiros com as apostas on-line e estuda ampliar a relação de meios de pagamentos vetados nas transações com “bets”. A medida vem sendo discutida com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Haddad disse à Reuters que somente no começo de 2025 o governo terá uma noção exata de quanto os brasileiros estão destinando às apostas on-line.

“Não tenho a radiografia exata, só em janeiro. Aí a gente vai saber exatamente o que está sendo apostado, (o que se) devolveu e foi retido”, disse o ministro. “O que se tem hoje, antes da regulamentação, são estimativas do Banco Central e dos bancos.”

VAIAS AO MINISTRO

Na abertura do evento, Haddad chegou a ser vaiado por parte do público, que também gritou o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em seu discurso, o ministro disse que deu mais contribuições ao setor de seguros que alguns políticos de preferência dos eleitores. Na saída ele não se pronunciou novamente sobre as vaias.

A mesa principal do evento contou com a presença do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Caiado e Flávio foram ovacionados pelo público.

(Por Rodrigo Viga Gaier)

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