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Governo Trump é processado após proibir tratamento médico para trans menores de idade

Pessoa segurando a bandeira transgênero, com cores azul, rosa e branco, simbolizando a luta e a visibilidade da comunidade LGBTQIA+.

(Reuters) – Famílias de crianças transgênero pediram nesta terça-feira que um tribunal federal bloqueasse o decreto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de acabar com todo o financiamento ou apoio federal para cuidados de saúde que auxiliam transições de gênero para pessoas com menos de 19 anos.

Em ação judicial movida contra o governo Trump no tribunal federal de Maryland, as famílias, que são representadas pela Lambda Legal e pela American Civil Liberties Union, alegam que o decreto discrimina as pessoas transgênero e vai além da autoridade de Trump como presidente. O grupo PFLAG, de defesa LGBT, também é um dos autores da ação.

A Casa Branca não respondeu a um pedido de comentário em um primeiro momento.

Por causa do decreto, segundo o processo, hospitais de todo o país já começaram a cancelar consultas para tratamentos de transição de gênero, geralmente chamados de cuidados de afirmação de gênero, que podem incluir medicamentos bloqueadores de puberdade, hormônios e, às vezes, cirurgia.

Espera-se que os autores da ação busquem uma ordem de restrição temporária o mais rapidamente possível para permitir que os hospitais retomem o tratamento, disse um advogado da Lambda Legal nesta terça-feira.

Os autores da ação dizem que suas consultas foram canceladas nos últimos dias pelo Children’s National Hospital em Washington, D.C., NYU Langone em Nova York, Boston Children’s Hospital e Children’s Hospital of Richmond na Virgínia. Os hospitais não são réus no processo.

Uma das autoras, Kristen Chapman, mudou-se do Tennessee para a Virgínia para que sua filha transgênero, Willow, pudesse receber tratamento depois que o Tennessee proibiu o atendimento de afirmação de gênero em 2023, de acordo com o processo.

Depois de pagar pelo tratamento do próprio bolso em uma clínica durante meses, Chapman conseguiu uma consulta em 29 de janeiro no Children’s Hospital of Richmond, que aceitaria o seguro Medicaid da família.

Chapman disse em entrevista coletiva nesta terça-feira que ela se mudou porque esperava que a Virgínia fosse um lugar seguro para sua filha. Mas poucas horas antes da consulta, o hospital ligou para cancelar, disse.

O Children’s National confirmou que havia suspendido os tratamentos de afirmação de gênero por causa do decreto. O NYU Langone não quis comentar. Os outros hospitais não responderam aos pedidos de comentários em um primeiro momento.

 

(Reportagem de Brendan Pierson em Nova York)

 

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